Imagens dos nove suspeitos de integrarem o Comando Vermelho do Amazonas, foram divulgadas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), considerados foragidos na Operação Erga Omnes na última sexta-feira (20), que investiga a atuação do "núcleo político" da organização criminosa no estado. Segundo a investigação, o grupo contava com pessoas que ocupavam cargos ou tinham influência …
Veja os 9 suspeitos de compor “núcleo político” do CV no AM

Imagens dos nove suspeitos de integrarem o Comando Vermelho do Amazonas, foram divulgadas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), considerados foragidos na Operação Erga Omnes na última sexta-feira (20), que investiga a atuação do “núcleo político” da organização criminosa no estado. Segundo a investigação, o grupo contava com pessoas que ocupavam cargos ou tinham influência em órgãos públicos para facilitar a atuação da facção.
Eles estão sendo procurados por atuação estruturada nos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional, com ramificações em diversos estados do país.
Durante a operação, a polícia cumpriu 14 mandados de prisão, sendo oito deles no estado do Amazonas. Uma ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus e um servidor do Tribunal de Justiça do estado foram presos. Entre os foragidos estão Allan Kleber, apontado como líder do grupo, e Núbia Rafaela Silva de Oliveira, ex-assessora parlamentar.
Segundo o delegado Marcelo Martins, os criminosos são alvo da investigação, a qual revelou que o tráfico de drogas tinha ramificações dentro da administração pública. O grupo também utilizava empresas de fachada para operacionalizar o tráfico em todo o território nacional.
“A investigação apontou o envolvimento de ex-assessores que atuavam na área da advocacia, bem como de servidores públicos lotados em setores estratégicos dos órgãos onde exerciam suas funções. Esses agentes eram utilizados para facilitar o trânsito da organização criminosa em diferentes instituições”, mencionou o delegado.
De acordo com o delegado, o Allan Kleber, identificado como líder da organização, se vangloriava da proximidade com essas pessoas, afirmando ter contatos em todos os órgãos e, por isso, não temia a prisão, pois pagava a todos, como foi possível constatar a partir da extração de dados de um aparelho celular apreendido.
“Ele ainda se apresentava como evangélico e atuava em uma igreja localizada no bairro Zumbi dos Palmares, zona leste de Manaus. A investigação constatou que igrejas evangélicas eram utilizadas como forma de camuflagem social, dificultando a identificação do grupo criminoso”, disse o delegado.
Os procurados são:
Alexandre Braz Maia
Allan Kleber Bezerra Lima
Bismarque de Souza Pereira
Luana Ferreira Tavares
Messias Daniel da Silva Alves
Monique Kelly Galvão de Sousa
Núbia Rafaela Silva de Oliveira
Pedro Igor Garcia Rodrigues
Pedro Sergio Saraiva Rocha Júnior.
Segundo o delegado Marcelo Martins, o grupo usava empresas de fachada para viabilizar o tráfico em diferentes estados do país.
De acordo com o delegado, Allan Kleber dizia ter contato em vários órgãos públicos e afirmava que não temia ser preso porque pagava pessoas para obter vantagens. A informação, segundo ele, foi confirmada após a extração de dados de um celular apreendido.
Informações sobre o paradeiro dos suspeitos podem ser repassadas de forma anônima pelos números 197 e (92) 3667-7575, da Polícia Civil, ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).
Presos na operação
Ao todo, oito pessoas foram presas no Amazonas e seis fora do estado. Veja quem são os detidos no Amazonas:
Izaldir Moreno Barros – servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas. A polícia aponta que ele recebia pagamentos para fornecer informações sigilosas de processos em segredo de Justiça, o que teria beneficiado o grupo criminoso;
Adriana Almeida Lima – ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas. Relatórios de inteligência financeira indicam transações milionárias ligadas ao esquema;
Anabela Cardoso Freitas – investigadora da Polícia Civil que integra a Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e foi chefe de gabinete do prefeito David Almeida. A investigação diz que ela teria movimentado cerca de R$ 1,5 milhão em favor da facção por meio de empresas de fachada;
Alcir Queiroga Teixeira Júnior – investigado por participação no esquema financeiro que movimentava valores suspeitos para a organização criminosa;
Josafá de Figueiredo Silva – ex-assessor parlamentar de vereador, apontado pela polícia como parte da rede de influência do grupo;
Osimar Vieira Nascimento – policial militar preso sob suspeita de envolvimento com as atividades do núcleo político investigado;
Bruno Renato Gatinho Araújo – preso no Amazonas e incluído na lista de investigados pela operação;
Ronilson Xisto Jordão – preso em Itacoatiara por suposta participação no esquema.











