Assessora de David Almeida enviou R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo à agência fantasma

A ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida, Anabela Cardoso Freitas, é apontada pela Polícia Civil de enviar R$ 1,3 milhão em espécie para a agência de turismo Revoar, de acordo com as investigações da operação Erga Omnes, após informações repassadas ao g1 Amazonas. O dinheiro vivo não tinha origem declarada, um indício de dinheiro …

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A ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida, Anabela Cardoso Freitas, é apontada pela Polícia Civil de enviar R$ 1,3 milhão em espécie para a agência de turismo Revoar, de acordo com as investigações da operação Erga Omnes, após informações repassadas ao g1 Amazonas. O dinheiro vivo não tinha origem declarada, um indício de dinheiro ilícito.

Segundo a polícia, a empresa é fantasma porque não possui sede para atender clientes, não possui site e nem registro de compra de passagens em companhias aéreas, sendo a casa do dono da agência, Alcir Queiroga, o único endereço disponível.

No depoimento para a polícia em 20 de fevereiro, Queiroga que agora teme pela própria vida, confirmou que as informações da polícia sobre a movimentação financeira feita por Anabela, e afirmou que os valores foram usados para comprar passagens aéreas do prefeito David Almeida, a esposa Izabelle Fontenelle, de mais dois parentes e de integrantes da cúpula da Prefeitura de Manaus.

Segundo a polícia, Anabela movimentou dinheiro sem declaração de origem para uma facção criminosa e fez o mesmo para comprar as passagens.

No depoimento, o proprietário da agência afirmou que a assessora dava como exemplo a viagem feita pelo prefeito, a esposa e parentes ao Caribe no Carnaval do ano passado, e o pagamento foi feito em dinheiro vivo à vista por aproximadamente R$ 34 mil. Anabela ainda solicitava passagens para o vice-prefeito Renato Junior, além da emissão de passagens para o subsecretário de obras, Valcerlan Ferreira Cruz, também pagas em dinheiro. Boa parte dos pagamentos eram feitos com células de R$ 20, R$ 50 e R$ 100 com valores de R$ 15 a R$ 40 mil, e muitas vezes emitidas com urgência.

Segundo Alcir, Anabela quase não viaja, sendo a maioria das passagens feitas para pessoas da prefeitura, sendo boa parte para lazer e parentes próximos.

Prisões

Alcir e Anabela foram presos na operação ocorrida na sexta-feira passada, e que investiga o “núcleo político” do Comando Vermelho no Amazonas. Outras 12 pessoas foram detidas, oito no estado. Nove seguem foragidos, como o chefe do grupo, Allan Kleber. A operação resultou na apreensão de carros de luxo, dinheiro em espécie e documentos.

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