Com Renato Junior, Fernanda Aryel, Marcos Rotta e Coronel Menezes, David Almeida tenta ser a terceira via em cenário de polarização no AM

Grupo político forma chapa para disputar eleições de 2026

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Em meio ao avanço de uma possível polarização entre esquerda e direita nas eleições de 2026 no Amazonas, o prefeito de Manaus, David Almeida, articula seu próprio campo político com o objetivo de se posicionar como alternativa competitiva fora dos extremos ideológicos.

Ao seu lado, nomes como Marcos Rotta, Fernanda Aryel, Renato Júnior e o Coronel Menezes formam a espinha dorsal de um grupo que tenta equilibrar experiência administrativa, presença popular e capilaridade eleitoral.

A movimentação ocorre em um momento estratégico. De um lado, o senador Omar Aziz consolida um palanque robusto com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de lideranças tradicionais da política local. De outro, a direita se organiza com nomes ligados ao bolsonarismo e ao eleitorado conservador, ampliando o risco de uma disputa fortemente ideológica.

É justamente nesse espaço que David Almeida tenta se posicionar.

A presença de Marcos Rotta reforça a experiência política e a articulação institucional do grupo, enquanto Renato Júnior agrega o discurso de gestão e entregas na área de infraestrutura, uma das vitrines da atual administração municipal. Já Fernanda Aryel surge como um nome em ascensão, com potencial de diálogo com segmentos específicos do eleitorado, ampliando o alcance político da chapa.

Mas é a presença do Coronel Menezes que adiciona um componente estratégico mais sensível ao grupo. Identificado com pautas da direita e com forte votação em Manaus nas eleições passadas, Menezes pode funcionar como uma ponte com o eleitorado conservador, abrindo espaço para David dialogar com uma base que, em tese, estaria mais alinhada a outros projetos políticos.

Nos bastidores, a construção desse grupo é vista como uma tentativa clara de evitar o isolamento político diante da polarização crescente. A estratégia passa por reunir perfis diversos, capazes de dialogar tanto com o eleitor mais ideológico quanto com aquele que prioriza gestão e resultados práticos.

Apesar disso, o desafio é significativo. Pesquisas recentes apontam altos índices de rejeição ao nome de David Almeida, especialmente na capital, o que pode dificultar sua consolidação como alternativa viável. Ao mesmo tempo, a falta de um posicionamento ideológico mais definido pode ser um obstáculo em um cenário cada vez mais marcado por escolhas polarizadas.

Ainda assim, aliados apostam que a combinação entre estrutura administrativa, visibilidade institucional e um grupo político plural pode ser suficiente para manter David competitivo na corrida.

Se conseguirá romper a lógica da polarização ou será engolido por ela, é uma resposta que dependerá dos próximos movimentos tanto seus quanto de seus adversários. O fato é que, ao montar esse grupo, David Almeida deixa claro que não pretende assistir à disputa de fora e será protagonista em um dos cenários eleitorais mais imprevisíveis da história recente do Amazonas.

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