Anne Moura se pronuncia após suspeita de desvio de verba na campanha de 2024

Ao concorrer à vereança nas eleições municipais de 2024, Anne Moura (PT), se pronunciou por meio de nota oficial, após ser denunciada à Polícia Federal por suspeita de desvios de verba de campanha eleitoral na época. Mesmo concorrendo, Anne não alcançou a quantidade necessária para ser eleita. Ela é representante da Executiva Nacional do PT. …

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Ao concorrer à vereança nas eleições municipais de 2024, Anne Moura (PT), se pronunciou por meio de nota oficial, após ser denunciada à Polícia Federal por suspeita de desvios de verba de campanha eleitoral na época. Mesmo concorrendo, Anne não alcançou a quantidade necessária para ser eleita. Ela é representante da Executiva Nacional do PT.

A denúncia partiu do ex-diretor do Instituto de Articulação de Juventude da Amazônia (IAJA), Marcos Jeremias dos Santos Rodrigues. O caso tramita em segredo de justiça.

Em nota, Anne afirmou que suas contas eleitorais foram aprovadas pela Justiça Eleitoral, e afirmou que não integrava o Instituto da Amazônia, nem exercia função administrativa, no período que foi citado em matéria jornalística.

Além de afirmar que a denúncia é uma tentativa de associar seu nome em “contexto evidente de perseguição política e pessoal”, principalmente para as mulheres que atuam em posições de liderança política.

Segundo relatório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que o Radar Amazônico teve acesso, a polícia federal identificou uma contradição nos dados repassados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mesmo sem o projeto político ter sido de fato executado, cerca de 98,5% do valor repassado, de aproximadamente R$ 600 mil, foi utilizado sem comprovação, o que levanta suspeitas de desvio de finalidade do dinheiro público.

De acordo com áudios atribuídos a Anne Moura que a polícia teve acesso, ela menciona a necessidade de dinheiro para a campanha, afirmando em um dos trechos que precisava dos recursos “antes da eleição” e que não poderia “desperdiçar nada” para conseguir ser eleita.

Outro fator que chamou atenção da polícia, foi que Anne afirmou que teria uma dívida de R$ 1,1 milhão da campanha, no entanto foi registrado R$ 434,8 mil no total em despesas, conforme a prestação de contas, mostrando contradição entre os áudios e o que foi declarado à Justiça Eleitoral.

Com as contradições, a polícia federal determinou novas investigações sobre o caso, como a solicitação de documentos ao Ministério do Trabalho, análise de movimentações financeiras e depoimento de envolvidos, incluindo o ex-diretor do instituto. O caso pode resultar em abertura de processo para cobrar a devolução dos recursos.

Uma nova audiência deve ser realizada em junho, porém ainda não tem data definida.

Nota Anne Moura

Em respeito à verdade e à opinião pública, é importante esclarecer alguns pontos sobre a matéria publicada.

Minhas contas eleitorais foram devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral, cumprindo rigorosamente todas as exigências legais. No período citado na reportagem, eu não integrava a gestão do IAJA nem do projeto mencionado, não exercia função administrativa nem tinha qualquer responsabilidade sobre a execução do convênio.

É fundamental registrar que as denúncias partiram do então presidente e coordenador do projeto citado, que era o responsável direto pela gestão, administração e execução do acordo, conforme consta nos registros formais.

Sigo absolutamente tranquila e confiante, pois a justiça está sendo feita e os fatos serão esclarecidos. O que se percebe é uma tentativa reiterada de associar meu nome de forma indevida, em um contexto evidente de perseguição política e pessoal, algo infelizmente comum contra mulheres que ocupam espaços de liderança política.

Não respondo a ilações, respondo à Justiça, aos fatos e aos documentos.

Seguirei firme, com serenidade e compromisso com a verdade.

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