O segundo vice-presidente do União Brasil no Amazonas, Marcellus Campêlo, deixou claro que a sigla não adotará postura de neutralidade nas eleições de 2026. A declaração, feita durante entrevista à Revista Cenarium, sinaliza um reposicionamento estratégico do partido tanto na disputa pelo Governo do Estado quanto na eleição presidencial. Segundo Campêlo, o tamanho político do …
UB não ficará neutro: Marcellus Campêlo indica entrada definitiva da sigla na disputa ao governo

O segundo vice-presidente do União Brasil no Amazonas, Marcellus Campêlo, deixou claro que a sigla não adotará postura de neutralidade nas eleições de 2026. A declaração, feita durante entrevista à Revista Cenarium, sinaliza um reposicionamento estratégico do partido tanto na disputa pelo Governo do Estado quanto na eleição presidencial.
Segundo Campêlo, o tamanho político do União Brasil no Amazonas impede qualquer tentativa de isolamento no processo eleitoral. A legenda, que hoje ocupa espaço central no tabuleiro político estadual, deverá estar diretamente envolvida na construção de uma candidatura ao Executivo. “Não podemos ficar fora dessa disputa pelo tamanho que nós somos”, afirmou.
A fala ocorre em um momento decisivo para o partido no estado. Com a saída do ex-governador Wilson Lima do cargo para disputar o Senado, movimento que redesenhou o cenário político local, o União Brasil passa a ser peça-chave na definição de alianças e candidaturas majoritárias.
Internamente, a prioridade é consolidar um nome competitivo para o Governo do Amazonas, enquanto as chapas proporcionais já avançam na montagem. A estratégia aponta para uma atuação coordenada, com o partido buscando manter protagonismo tanto no Executivo quanto no Legislativo.
Campêlo também deixou claro que a definição de apoio no Amazonas não será isolada. A construção das alianças passa diretamente pela articulação nacional da legenda, o que inclui a eleição presidencial.
De acordo com ele, o posicionamento do partido no estado estará alinhado às decisões da cúpula nacional, reforçando a lógica de integração entre palanques regionais e o projeto político em nível federal.
Esse movimento indica que o União Brasil pode vincular sua estratégia local à disputa pelo Palácio do Planalto, influenciando diretamente a composição de forças no Amazonas.
A declaração de Campêlo tem peso político relevante porque elimina qualquer possibilidade de neutralidade do União Brasil, algo que, até então, era especulado nos bastidores.
Com isso, em tese, a eleição no Amazonas tende a se tornar ainda mais nacionalizada, com os movimentos locais diretamente condicionados aos interesses e acordos firmados em Brasília.
A fala de Marcellus Campêlo não é apenas uma declaração isolada, é um recado claro ao mercado político: o União Brasil vai jogar, e jogar pesado.
Ao descartar a neutralidade e atrelar sua decisão ao cenário nacional, o partido se posiciona como eixo central da disputa, ampliando seu poder de barganha e deixando evidente que, em 2026, ninguém chegará ao Governo do Amazonas sem passar pelo União Brasil.











