Presidente Lula havia prometido investimentos no Festival durante agenda no Amazonas
Jornalista levanta dúvidas sobre repasse federal aos bois e cobra prova do pix de R$ 10 milhões

Às vésperas do Festival de Parintins, um novo capítulo envolvendo o financiamento da maior festa folclórica da Amazônia ganhou repercussão nas redes sociais. O jornalista Igor Castro publicou uma análise questionando a nota conjunta divulgada pelos presidentes dos bois Caprichoso e Garantido e pela Prefeitura de Parintins, na qual é destacado o apoio do Governo Federal ao festival.
Segundo Igor Castro, o texto da nota faz referência aos repasses realizados em anos anteriores e reafirma a importância da parceria com o Ministério do Turismo, além de citar o apoio político dos senadores Omar Aziz e Eduardo Braga e do deputado federal Saullo Vianna. No entanto, o jornalista chama atenção para um ponto que considera essencial: a ausência de confirmação pública de que o repasse de R$ 10 milhões referente a 2026 já tenha sido efetivado.
Em sua publicação, Igor afirma que realizou uma pesquisa nos canais oficiais do Governo Federal, do Ministério do Turismo, dos bois Caprichoso e Garantido e da Prefeitura de Parintins e, até o momento da postagem, não encontrou qualquer informação oficial confirmando a transferência dos recursos prometidos. A nota divulgada pelos bois destaca a continuidade do apoio federal em 2026, mas não informa expressamente que o valor já foi depositado.
O jornalista também alerta para as consequências caso o recurso não seja liberado após o festival. Segundo ele, artistas, costureiras, soldadores, fornecedores locais e equipes de logística poderão enfrentar atrasos nos pagamentos, afetando diretamente a cadeia econômica que movimenta o evento.
A manifestação amplia o debate sobre a transparência dos repasses públicos destinados ao Festival de Parintins. Enquanto a nota oficial enfatiza a importância histórica da parceria com o Governo Federal e seus impactos para a cultura e a economia local, a publicação de Igor Castro levanta o questionamento sobre a necessidade de comprovação pública da efetiva liberação dos recursos antes que o assunto seja considerado encerrado.










