Pesquisa mostra ex-governador praticamente estável na média geral, mas traz um dado estratégico: Wilson lidera isoladamente entre as opções para o segundo voto ao Senado
A “Brasília Amarela” de Wilson Lima começa a criar asas definitivamente, segundo a DMP

A estratégia da “Brasília Amarela”, adotada por Wilson Lima (União Brasil) como símbolo de sua campanha ao Senado, começa a dar sinais mais claros de que pode estar criando asas na disputa eleitoral do Amazonas.
A nova pesquisa DMP, divulgada nesta segunda-feira (17) pelo programa Manhã de Notícias, traz um número particularmente importante para compreender o posicionamento de Wilson na corrida pelas duas vagas ao Senado: ele aparece na liderança quando o eleitor é perguntado especificamente sobre sua segunda opção de voto.
No levantamento do segundo voto, Wilson Lima registra 15,4%, seguido por Plínio Valério, com 13,7%; Alberto Neto, com 12,4%; e Eduardo Braga, com 11,5%.
O resultado ganha importância porque, em 2026, cada eleitor amazonense poderá escolher dois nomes para o Senado. Nesse contexto, conquistar espaço como segunda opção pode ser tão decisivo quanto disputar a preferência principal.
A Brasília amarela utilizada por Wilson não foi escolhida apenas como elemento visual de campanha. O veículo virou uma referência direta à Brasília e passou a acompanhar uma estratégia de aproximação popular, presença nas ruas e construção de uma candidatura com forte apelo pessoal.
E os números da DMP sugerem que essa estratégia começa a encontrar uma avenida eleitoral.
Na média entre primeiro e segundo votos, Wilson aparece com 14%, atrás de Eduardo Braga, com 27,8%, e Alberto Neto, com 16,1%. A diferença para Alberto é de apenas 2,1 pontos percentuais, dentro da margem de erro de 2,2 pontos.
Ou seja: Wilson já está tecnicamente empatado com Alberto Neto na disputa pela segunda colocação geral.
Se Braga aparece hoje em uma posição confortável, a verdadeira batalha parece estar sendo travada pela segunda cadeira.
E Wilson entrou definitivamente nela.
O maior ativo revelado pela DMP está justamente no comportamento do segundo voto.
Wilson liderar esse segmento indica que sua candidatura pode estar conseguindo transitar entre eleitores que possuem outros candidatos como primeira preferência.
Esse fenômeno é particularmente importante numa eleição para duas vagas. Um candidato não precisa necessariamente ser a primeira escolha da maioria para se tornar competitivo. Precisa estar presente em uma quantidade suficiente de combinações de votos.
É aí que a “Brasília Amarela” pode encontrar seu principal combustível eleitoral.
Wilson pode buscar o eleitor que escolhe Alberto Neto como primeiro voto, mas também aquele que prefere Eduardo Braga, Plínio Valério ou outro candidato e ainda procura um nome para completar sua segunda escolha.
Há ainda um componente político que não pode ser ignorado.
Wilson Lima construiu sua trajetória eleitoral contrariando fotografias iniciais de pesquisas. Foi assim em 2018, quando começou longe do favoritismo e terminou eleito governador, e voltou a demonstrar capacidade eleitoral em 2022, conquistando a reeleição.
Agora, sua candidatura ao Senado começa novamente sem ocupar inicialmente a primeira posição.
A diferença é que a DMP já aponta um caminho concreto de crescimento: transformar Wilson no segundo voto de diferentes segmentos do eleitorado amazonense.
Com 20,7% dos entrevistados ainda sem indicar candidato ao Senado, existe um contingente expressivo de votos a ser disputado ao longo da campanha.
A “Brasília Amarela”, portanto, ainda tem muita estrada pela frente.
Mas, pelos números apresentados pela DMP, parece ter começado definitivamente a criar asas.










