Quaest mostra Omar na frente, Cidade em segundo e disputa pelo Governo do Amazonas ainda aberta

Pesquisa revela liderança do senador, crescimento do atual governador e pressão sobre Maria do Carmo e David Almeida na corrida pelo segundo turno

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A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) confirma Omar Aziz (PSD) na liderança da disputa pelo Governo do Amazonas, mas também revela um cenário distante de qualquer definição. O levantamento mostra Roberto Cidade (União Brasil) ocupando uma posição competitiva, enquanto Maria do Carmo Seffair (PL) e David Almeida (Avante) enfrentam o desafio de recuperar espaço na corrida por uma vaga no segundo turno.

A principal leitura dos números é que Omar permanece como o candidato a ser alcançado. Ex-governador, senador e nome conhecido em todos os municípios, ele começa a campanha oficial sustentado por um recall consolidado e por uma forte presença eleitoral no interior.

A dianteira, porém, não representa uma vitória encaminhada. Considerando a margem de erro e o elevado percentual de eleitores que ainda podem mudar de voto, a pesquisa mostra que a eleição permanece aberta especialmente na definição de quem enfrentará Omar em um eventual segundo turno.

O desempenho de Roberto Cidade aparece como um dos movimentos mais importantes do levantamento. O atual governador consegue se manter no grupo principal mesmo tendo entrado mais tarde na disputa majoritária e ainda trabalhando para ampliar seu conhecimento eleitoral fora dos círculos políticos.

Cidade tenta transformar a visibilidade proporcionada pelo Governo do Amazonas em crescimento eleitoral. Sua vantagem estratégica é apresentar espaço para avançar: ao mesmo tempo em que fortalece sua presença em Manaus, busca associar sua candidatura às entregas do governo e à estrutura política construída por Wilson Lima.

A Quaest indica que Cidade já não pode ser tratado como um candidato secundário. Ele está inserido diretamente na disputa por uma vaga no segundo turno e passa a representar a principal ameaça ao conforto de Omar na liderança.

Para Omar Aziz, a pesquisa apresenta uma fotografia positiva, mas também um alerta. O senador lidera, porém carrega uma longa trajetória política e, consequentemente, um nível de conhecimento já elevado entre os eleitores.

Isso significa que seu desafio não é apenas conservar os votos atuais. Omar precisa demonstrar capacidade de crescimento e reduzir resistências para não chegar à reta final limitado por um eventual teto eleitoral.

A campanha também deverá testar o peso de sua aliança com o presidente Lula no Amazonas. Enquanto essa proximidade pode fortalecer Omar entre os eleitores governistas, poderá ser explorada pelos adversários em Manaus, onde o eleitorado conservador possui presença significativa.

Maria do Carmo entra em uma fase decisiva. A candidata do PL busca ocupar o espaço da direita e transformar o apoio nacional de Flávio Bolsonaro em intenção efetiva de voto.

O resultado da Quaest mostra, entretanto, que a identificação partidária, sozinha, ainda não garante a passagem ao segundo turno. Maria precisa ampliar sua presença nas ruas, superar o isolamento dentro do próprio campo político e construir uma candidatura que ultrapasse o eleitorado mais fiel ao PL.

Seu desafio será impedir que Roberto Cidade e David Almeida também capturem parcelas do eleitorado conservador e do voto de oposição a Omar.

Para David Almeida, os números aumentam a pressão. O ex-prefeito de Manaus precisa recuperar o protagonismo que possuía antes da reorganização política provocada pela ascensão de Roberto Cidade ao governo.

David enfrenta ainda o desgaste decorrente da perda de aliados importantes, como Marcos Rotta, além da necessidade de defender o legado de sua administração em Manaus. A campanha deverá demonstrar se ele conseguirá reconstruir sua base política ou se continuará perdendo espaço para Cidade e Maria do Carmo.

O risco para David é ficar comprimido entre três forças: Omar, com maior presença no interior; Cidade, com a estrutura estadual; e Maria, tentando monopolizar o voto bolsonarista.

A fotografia da Quaest permite identificar quatro situações distintas:

Omar está na frente, mas a eleição não está resolvida. A disputa pelo segundo lugar permanece aberta e poderá determinar todo o rumo da campanha. Se Cidade continuar avançando, poderá transformar a atual vantagem de Omar em uma corrida mais apertada. Se Maria reagir, recolocará o PL no centro do confronto. Se David recuperar terreno, o cenário voltará a ficar ainda mais fragmentado.

A pesquisa Quaest divulgada pelo G1⁠ mostra, portanto, que há um líder, mas ainda não existe favorito absoluto. Omar começa na frente; Cidade cresce como ameaça; e Maria e David entram na fase decisiva da campanha pressionados a reagir.

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