Muito além de uma medalha: O símbolo que nasce dentro da Amazônia

Feitas à mão por comunidades indígenas ligadas ao território da prova, medalhas da Ultra Trail Amazônica representam cultura, identidade, sustentabilidade e geração de renda Para alguns corredores, a medalha da Ultra Trail Amazônica pode parecer simples. Mas é justamente aí que está o verdadeiro valor dela. As peças entregues aos concluintes são produzidas artesanalmente por …

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Feitas à mão por comunidades indígenas ligadas ao território da prova, medalhas da Ultra Trail Amazônica representam cultura, identidade, sustentabilidade e geração de renda

Para alguns corredores, a medalha da Ultra Trail Amazônica pode parecer simples.

Mas é justamente aí que está o verdadeiro valor dela.

As peças entregues aos concluintes são produzidas artesanalmente por indígenas de comunidades ligadas ao território por onde a prova passa. Em vez de apostar em uma medalha industrializada, grande e padronizada, a organização escolheu transformar esse símbolo da conquista em algo com significado social, cultural e ambiental.

Cada medalha carrega um pedaço da Amazônia.

E isso não é apenas uma metáfora.

Os materiais utilizados na confecção das medalhas são coletados de maneira sustentável na própria floresta, reforçando a conexão entre a prova, o território e as comunidades que vivem nele.

A iniciativa também ajuda a movimentar a economia dessas comunidades. A produção das peças é remunerada por James Jr., da To Goal Sports, fazendo da própria prova uma forma de geração de renda para famílias indígenas envolvidas com o projeto.

Ou seja: para o atleta, a medalha representa superação. Para quem a produz, representa trabalho, valorização cultural e sustento.

Simples para quem?

Talvez seja preciso mudar a forma de enxergar esse objeto.

O valor da medalha da Ultra Trail Amazônica não está no peso, no tamanho ou na quantidade de metal.

Está no fato de ter sido feita à mão, dentro da realidade cultural do território onde a prova acontece, por pessoas que fazem parte dessa história — e utilizando elementos retirados de forma responsável da própria floresta.

Depois de cruzar praias do Rio Negro, igarapés, trilhas e comunidades da floresta, o atleta leva para casa uma lembrança que também nasceu naquele ambiente.

Não é apenas uma medalha de chegada. É um elo entre quem corre, quem vive na Amazônia e a própria floresta.

Quando a prova também deixa um legado

A Ultra Trail Amazônica não utiliza a floresta apenas como cenário.

A proposta da organização também passa por gerar impacto positivo nas comunidades que fazem parte do percurso, seja por meio da valorização cultural, do contato com os atletas, da geração de renda ou do uso consciente dos recursos naturais.

E a medalha talvez seja um dos símbolos mais fortes disso.

Porque, no fim, ela não precisa ser a mais pesada da coleção.

Precisa ser a que mais história carrega.

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