Apoiados por Lula, Omar perde fôlego e vê eleição ameaçada; Braga ainda resiste na liderança para o Senado

Quaest e Projeta mostram queda de Omar ao Governo, enquanto Braga permanece à frente no Senado

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As pesquisas mais recentes acenderam um sinal de alerta para o grupo político apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Amazonas. Se, por um lado, o senador Eduardo Braga mantém uma posição confortável na disputa pela reeleição, por outro, Omar Aziz perdeu parte da vantagem que possuía e passou a enfrentar uma corrida muito mais apertada pelo Governo do Estado.

O cenário apresentado pela Quaest mostra Omar ainda na liderança do primeiro turno, com 26% das intenções de voto. O número, entretanto, representa uma queda de sete pontos percentuais em relação ao levantamento de março, quando aparecia com 33%.

Enquanto Omar recuou, Roberto Cidade entrou na disputa com 18%, seguido por Maria do Carmo, com 16%, e David Almeida, com 15%. Os três adversários aparecem tecnicamente empatados na disputa pela segunda vaga do segundo turno.

O resultado revela que Omar continua na frente, mas já não possui a mesma folga registrada anteriormente. A liderança permanece, porém acompanhada por sinais evidentes de desgaste e pela aproximação dos adversários.

Projeta mostra empate na liderança

A preocupação aumenta quando os números da Quaest são comparados com o levantamento do Instituto Projeta, divulgado um dia antes.

Na Projeta, Omar aparece com 25,72%, enquanto Roberto Cidade alcança 24%. Como a diferença de 1,72 ponto percentual é inferior à margem de erro de 1,79 ponto, os dois estão tecnicamente empatados na liderança.

Os resultados dos dois institutos apontam para a mesma direção: Omar perdeu a condição de favorito isolado e passou a enfrentar uma eleição aberta, com possibilidade concreta de disputa voto a voto até o segundo turno.

Segundo turno ameaça favoritismo de Omar

As simulações da Quaest reforçam essa leitura. Contra Maria do Carmo, Omar registra 45%, diante de 44% da adversária. Contra Roberto Cidade, o placar é de 44% a 40%.

Nos dois confrontos, a diferença está dentro da margem de erro. Isso significa que, embora lidere numericamente, Omar não pode ser considerado vencedor antecipado em nenhum desses cenários.

Até mesmo contra David Almeida, o resultado de 49% a 46% mostra uma disputa apertada. Portanto, a eleição que inicialmente parecia confortável para o senador apoiado por Lula passou a apresentar riscos reais.

Braga vive situação diferente

Na disputa pelo Senado, os números não permitem estender a mesma avaliação a Eduardo Braga.

A Quaest mostra Braga na liderança, com 25% das intenções de voto consolidadas. Alberto Neto aparece com 16%, seguido por Plínio Valério, com 13%, e Wilson Lima, com 12%. Como o Amazonas escolherá dois senadores, Braga ocupa atualmente uma posição favorável.

A pesquisa DMP apresenta um cenário ainda mais confortável. Braga passou de 21,8% para 27,8%, crescimento de seis pontos percentuais entre julho e agosto. No recorte do primeiro voto, chegou a 44%, demonstrando possuir uma preferência mais consolidada entre os eleitores.

Isso não significa que sua eleição esteja garantida. A campanha ainda está em andamento, o percentual de indecisos permanece relevante e os adversários disputam principalmente a segunda vaga. Entretanto, até o momento, não há evidência de perda de fôlego de Braga.

Aliança com Lula enfrenta testes diferentes

Omar Aziz e Eduardo Braga representam os dois principais pilares da aliança de Lula no Amazonas, mas vivem momentos eleitorais distintos.

Omar continua liderando, porém perdeu vantagem, passou a aparecer empatado tecnicamente em levantamentos recentes e enfrenta adversários competitivos no segundo turno.

Braga, ao contrário, preserva uma dianteira consistente e aparece nas pesquisas como o candidato mais próximo de conquistar uma das duas vagas ao Senado.

Os números, portanto, não autorizam afirmar que os dois estejam ameaçados da mesma forma. Neste momento, o sinal vermelho está aceso principalmente para Omar Aziz. Eduardo Braga ainda lidera, enquanto a verdadeira batalha pelo Senado permanece concentrada na segunda vaga.

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