Apoiados por Lula, Omar perde fôlego, vê eleição ameaçada e Braga pode ficar fora do Senado

Apesar da liderança, Omar aparece empatado com Cidade e Maria; Braga aparece fora das duas vagas

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A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (26), acendeu um sinal de alerta para os dois principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Amazonas. Embora Omar Aziz (PSD) continue liderando a corrida pelo Governo, os cenários de segundo turno revelam uma eleição aberta. No Senado, Eduardo Braga (MDB) aparece apenas na terceira colocação do resultado consolidado.

Na pesquisa estimulada para o Governo, Omar registra 34% das intenções de voto. Roberto Cidade (União Brasil) aparece com 22%, seguido por Maria do Carmo Seffair (PL), com 21%, e David Almeida (Avante), com 14%.

A liderança de Omar no primeiro turno é significativa, mas perde força quando a pesquisa coloca o senador diante dos adversários em confrontos diretos.

Contra Roberto Cidade, Omar tem 42%, enquanto o atual governador alcança 41%. Diante de Maria do Carmo, a candidata do PL aparece numericamente à frente, com 43%, contra 42% do senador. Nos dois casos, há empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Os cenários completos foram divulgados pela CNN Brasil⁠.

Os números mostram que a liderança de Omar no primeiro turno ainda não representa garantia de vitória. O candidato apoiado por Lula entra na reta decisiva pressionado por dois adversários que demonstram capacidade de enfrentá-lo em igualdade de condições.

Omar consegue abrir vantagem confortável apenas contra David Almeida: 42% a 35%. O problema para o senador é que Roberto Cidade e Maria do Carmo estão tecnicamente empatados na disputa pela segunda vaga no segundo turno e, caso um deles avance, a eleição tende a ser decidida voto a voto.

Braga aparece fora das duas vagas

A situação de Eduardo Braga é ainda mais delicada. No cenário consolidado para o Senado — no qual os votos são reduzidos a 100% — Capitão Alberto Neto (PL) lidera com 24%. Wilson Lima (União Brasil) aparece em segundo, com 19%, enquanto Braga tem 18%. Plínio Valério (PSDB) registra 14%.

Como o Amazonas elegerá dois senadores, o retrato numérico da pesquisa coloca Alberto Neto e Wilson Lima com as vagas. Braga ficaria de fora, embora esteja tecnicamente empatado com Wilson devido à margem de erro. Os números foram publicados pelo R7⁠.

O detalhamento dos votos evidencia ainda mais a vulnerabilidade do senador. Braga aparece com 23% no primeiro voto, atrás de Alberto Neto, que possui 28%. No segundo voto, porém, cai para 13% e fica atrás de Alberto, com 20%; Wilson, com 18%; e Plínio, com 15%.

Esse desempenho indica dificuldade para Braga se consolidar como a segunda opção do eleitor. Em uma eleição na qual cada cidadão poderá escolher dois candidatos, depender excessivamente do primeiro voto e apresentar desempenho reduzido no segundo representa um risco concreto para qualquer projeto de reeleição.

Aliança com Lula não garante transferência de votos

O resultado também coloca em discussão a capacidade de Lula de transferir votos aos seus aliados no Amazonas. Omar e Braga integram o mesmo bloco político e apostam na presença do presidente como um dos principais ativos da campanha.

Entretanto, a Real Time Big Data mostra que essa associação ainda não assegura tranquilidade eleitoral. Omar lidera, mas encontra uma disputa completamente aberta no segundo turno. Braga, por sua vez, corre o risco de terminar fora das duas vagas ao Senado.

A fotografia do momento não permite afirmar que as eleições estejam definidas. Ao contrário: mostra que os candidatos apoiados por Lula precisarão recuperar terreno, ampliar alianças e encontrar uma estratégia capaz de romper as atuais limitações.

O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 21 e 25 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo AM-09965/2026. Confira os resultados e a metodologia.

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