Mayra, Rozenha e Wilker enfrentam pesos pesados dentro do PSD para permanecer na Aleam

Projeção oferece três vagas ao partido, mas Bosco Saraiva, Emanoel Pinheiro e Eurico Tavares ameaçam alterar completamente a atual composição da bancada

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O PSD pode eleger três deputados estaduais em 2026, mas a projeção está longe de representar tranquilidade para os parlamentares que buscam a reeleição. Mayra Dias, Rozenha e Wilker Barreto terão de enfrentar uma chapa reforçada por candidatos experientes, com bases consolidadas e capacidade para retirar de circulação pelo menos um dos atuais titulares.

O cenário produz uma equação simples e, ao mesmo tempo, perigosa: se o PSD confirmar somente as três cadeiras projetadas, os atuais deputados precisarão ocupar as três primeiras posições internas para permanecer na Assembleia Legislativa.

Mayra Dias, Rozenha e Wilker Barreto começam com a vantagem natural do mandato. Contam com visibilidade, estrutura política, presença nos municípios e atuação parlamentar que pode ser apresentada diretamente ao eleitor. Entretanto, os três não estarão disputando apenas contra candidatos de outras legendas. A batalha mais imediata acontecerá dentro do próprio PSD.

Bosco Saraiva surge como o principal nome capaz de romper a formação atual da bancada. Ex-deputado estadual e federal, ex-vice-governador e ex-superintendente da Suframa, ele possui experiência eleitoral e trânsito político suficiente para brigar entre os primeiros colocados da chapa. Sua filiação ao PSD já ocorreu com o objetivo declarado de retornar à Aleam.

Emanoel Pinheiro também aparece como um adversário perigoso na corrida interna. Ex-vice-prefeito de Coari, ele tentará concentrar uma votação expressiva no município e expandir sua presença pelo Médio Solimões. Em eleições proporcionais, candidatos com bases regionalizadas podem superar nomes de maior visibilidade na capital.

Outro postulante que merece atenção é Eurico Tavares. Vereador de Manaus, ele chega à eleição com mandato, presença territorial e contato permanente com o eleitorado da capital. Sua candidatura foi confirmada pelo PSD para a disputa por uma cadeira na Assembleia. Portal Zona Franca⁠

A melhor possibilidade para o grupo seria o PSD ultrapassar a projeção inicial e conquistar uma quarta cadeira. Para isso, entretanto, não bastará que os favoritos tenham boas votações. Os candidatos intermediários precisarão contribuir de maneira significativa para elevar a votação total da legenda.

Nomes como Delegada Joyce Coelho, Dr. Sandoval, Capitão Isaías, Delegada Ana Oliveira, Delegado Ayslan Marques, Renato Mura, Jorge Santiago e as demais candidaturas terão papel decisivo. Mesmo sem chegar individualmente à eleição, poderão fornecer os votos necessários para ampliar o quociente partidário e colocar o PSD na disputa pela quarta vaga.

A campanha de Omar Aziz ao Governo do Amazonas também poderá impulsionar a chapa. O PSD contará com um palanque majoritário próprio, presença no interior e articulação com prefeitos, vereadores e lideranças municipais. Essa estrutura será importante para distribuir os candidatos e evitar a concentração excessiva das campanhas em Manaus.

Se o partido conquistar quatro cadeiras, haverá espaço para a manutenção dos três deputados e a entrada de um novo nome. Se confirmar somente três, a disputa deverá ser decidida voto a voto. E, caso fique abaixo da projeção, a eleição poderá produzir uma renovação ainda mais profunda.

O PSD tem força para manter uma bancada relevante, mas montou uma chapa na qual ninguém poderá depender apenas do favoritismo. Mayra Dias, Rozenha e Wilker Barreto começam na frente, enquanto Bosco Saraiva, Emanoel Pinheiro e Eurico Tavares entram na disputa com condições reais de mudar a composição do partido na Aleam.

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