Thiago Abrahim e Cristiano D’Angelo largam na frente, mas MDB tem disputa aberta por três vagas na Aleam

Projeção aponta espaço para três deputados; Matheus Garcia, Kennedy Marques, Luana Ferraz e lideranças do interior tentam entrar no grupo dos eleitos

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A projeção de três cadeiras para o MDB abre uma das disputas internas mais interessantes das eleições proporcionais no Amazonas. Com 24 nomes relacionados em sua nominata, o partido apresenta dois deputados estaduais com mandato, lideranças regionais e candidaturas ligadas a segmentos específicos do eleitorado.

Thiago Abrahim e Cristiano D’Angelo aparecem naturalmente entre os nomes mais competitivos por já ocuparem cadeiras na Assembleia Legislativa. Os dois contam com visibilidade institucional, atuação parlamentar e bases municipais capazes de oferecer uma importante vantagem na largada.

Thiago Abrahim tem em Itacoatiara uma das principais fortalezas de seu projeto eleitoral. Cristiano D’Angelo, por sua vez, concentra grande parte de sua força política em Manacapuru, onde possui ligação familiar e eleitoral consolidada. O desafio dos dois será preservar seus redutos e, simultaneamente, ampliar a votação para outras regiões.

Embora os parlamentares iniciem a disputa com a vantagem do mandato, a terceira vaga projetada pelo levantamento permanece aberta. É justamente nesse espaço que nomes como Matheus Garcia, Kennedy Marques e Luana Ferraz podem protagonizar uma corrida voto a voto.

Matheus Garcia buscará transformar sua presença pública e articulação política em densidade eleitoral. Kennedy Marques aposta na força da causa animal, segmento que possui grande capacidade de mobilização, especialmente em Manaus. Luana Ferraz aparece como uma alternativa feminina dentro da chapa e pode ocupar um espaço estratégico na nominata.

Interior pode decidir a última vaga

A disputa, entretanto, não ficará restrita aos nomes com maior exposição na capital. O MDB também apresenta candidatos com bases localizadas em municípios e regiões específicas, como Simão Peixoto, Jair Souto e Adenilson Filho do Rio Madeira.

Em uma eleição para deputado estadual, uma candidatura regionalizada pode surpreender quando consegue concentrar votos em seu principal reduto. Por essa razão, lideranças municipais menos conhecidas em Manaus não devem ser descartadas da corrida pelas vagas.

A tendência é que Thiago Abrahim e Cristiano D’Angelo concentrem inicialmente as atenções, mas a configuração definitiva dependerá do desempenho da campanha. Uma candidatura que consiga crescer em Manaus ou dominar eleitoralmente uma microrregião do interior poderá alterar completamente a ordem interna.

Também será preciso observar o efeito da chamada “sobra eleitoral”. Caso o MDB confirme votação suficiente para três cadeiras, a diferença entre o terceiro e o quarto colocado da chapa poderá ser relativamente pequena. Se a legenda superar a projeção, poderá até entrar na disputa por uma quarta vaga; se ficar abaixo do esperado, a terceira cadeira passará a correr risco.

O cenário mostra um MDB competitivo, com dois nomes experientes tentando confirmar o favoritismo e um conjunto de candidatos disputando o espaço restante. A projeção é favorável, mas a eleição proporcional não oferece garantias: no MDB, cada voto obtido pela nominata poderá decidir quem ocupará as três cadeiras projetadas para o partido.

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