Mais recesso que sessão? Vereadores da CMM voltam a ficar longe do plenário

Casa teve 88 dias de recesso no intervalo entre 2025 e 2026

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Com salários de cerca de R$ 26 mil e logo após retornarem do recesso parlamentar do meio do ano, os vereadores de Manaus voltarão a ficar longe das sessões legislativas da Câmara Municipal de Manaus (CMM) por 11 dias.

Isso porque a Casa antecipou as sessões ordinárias da próxima semana, previstas para terça e quarta-feira, por meio da realização de sessões extraordinárias. Com o feriado de 7 de Setembro, na segunda-feira, os parlamentares só devem retornar ao plenário no dia 14 de setembro.

O período sem sessões chama atenção diante da quantidade de recessos registrados ao longo do ano. Conforme levantamento publicado pelo Foco, os vereadores iniciaram os trabalhos legislativos de 2026 somente no dia 9 de fevereiro, cerca de 40 dias após o início do ano.

Poucos dias depois, com apenas três dias de atividades no plenário, a CMM interrompeu novamente os trabalhos em razão do período de Carnaval. As sessões foram retomadas somente no dia 23 de fevereiro.

Além disso, os parlamentares municipais entraram em recesso parlamentar no início de julho e retornaram às atividades no começo de agosto.

Segundo levantamento do Foco, considerando os períodos sem sessões entre 2025 e 2026 classificados como recessos, foram contabilizados 88 dias, o equivalente a quase três meses.

Vereador critica

O vereador Rodrigo Guedes criticou a quantidade de dias sem sessões e comparou a rotina dos parlamentares à dos trabalhadores brasileiros que atuam em escala 6×1 e cumprem jornadas de oito horas diárias.

Para o vereador, os políticos deveriam seguir regras mais próximas daquelas aplicadas ao cidadão comum.

“Eu acho que o mínimo que a gente tinha que fazer era dizer: o cidadão tem um mês só de férias, então o vereador tem que ter um mês de recesso. Aí o vereador faz o que bem entende, trabalha ou viaja, pode ficar 30 dias viajando, mas pelo menos teria uma equiparação com o que o trabalhador brasileiro tem no dia a dia.”

Guedes também destacou a diferença entre a rotina de sessões dos parlamentares e a jornada enfrentada pela maioria dos trabalhadores.

“Até porque, diferentemente do trabalhador, nós aqui só temos três dias de sessão. Não consigo normalizar isso e tenho vergonha de simplesmente os vereadores se submeterem a isso e, acima de tudo, submeterem a população a essa pouca vergonha”, declarou, classificando o período sem atividades no plenário como uma “vergonha”.

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