Enquanto o contribuinte banca a farra, políticos do AM entram em “mini-férias” no meio do ano

Recesso e salários de parlamentares contrasta com o trabalhador comum

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Enquanto o contribuinte trabalha cerca de cinco meses do ano apenas para pagar impostos, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), deputados estaduais e vereadores de Manaus entraram em uma espécie de “mini-férias” no meio do ano com o início do recesso parlamentar.

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) entrou em recesso parlamentar no dia 1º de julho e tem previsão de retorno apenas em agosto. O que também chama atenção é a remuneração dos parlamentares: atualmente, um deputado estadual recebe R$ 46 mil, valor cerca de 29 vezes maior que o salário de um trabalhador assalariado.

Já a Câmara Municipal de Manaus (CMM) também iniciou o recesso parlamentar em 1º de julho, com retorno previsto para agosto. Na Casa, os vereadores recebem R$ 26 mil de salário por mês.

O recesso parlamentar da CMM, inclusive, foi alvo de críticas de um dos próprios vereadores. Conforme publicado pelo Foco, Rodrigo Guedes afirmou que o Parlamento Municipal acumulou 88 dias de recesso no intervalo de um ano, entre 2025 e 2026.

O período de descanso dos parlamentares contrasta com a realidade do trabalhador comum, que atua na escala 6×1, cumpre jornadas diárias de oito horas e só tem direito às férias após 12 meses consecutivos de trabalho.

Além da diferença na jornada, chama atenção a disparidade salarial entre representantes políticos e trabalhadores. Enquanto deputados estaduais recebem R$ 46 mil e vereadores R$ 26 mil por mês, o trabalhador que recebe um salário mínimo tem renda de aproximadamente R$ 1,6 mil, valor frequentemente apontado como insuficiente para cobrir as despesas básicas.

O tempo de trabalho, os períodos de recesso e os salários dos parlamentares têm sido alvo de críticas por serem custeados com recursos públicos, provenientes justamente dos impostos, taxas e tributos pagos pela população.

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