Antes tratado como favorito, senador perde força, enfrenta crescimento de adversários e vê ameaçada sua presença na etapa decisiva da eleição
Pesquisas colocam Omar Aziz sob pressão e candidato corre risco de ficar fora do segundo turno

O cenário que inicialmente parecia confortável para o senador Omar Aziz mudou de forma significativa. Apontado no início da disputa como favorito destacado ao Governo do Amazonas, o candidato passou a enfrentar queda nas pesquisas, aumento da rejeição política e avanço dos principais adversários.
Os levantamentos mais recentes acenderam o sinal de alerta dentro da campanha. Omar já não aparece isolado ou com vantagem suficiente para garantir tranquilamente uma vaga no segundo turno. Com a disputa cada vez mais apertada, surge agora uma possibilidade antes considerada improvável: o senador pode ficar fora da etapa decisiva da eleição.
Omar iniciou a corrida eleitoral sustentado por sua experiência, pela lembrança de sua passagem pelo Governo do Estado e por uma ampla estrutura partidária. A expectativa de seus aliados era de que essa combinação produzisse uma liderança consistente desde o começo da campanha.
Entretanto, o desempenho não acompanhou o tamanho da aliança construída. Enquanto Omar apresenta sinais de desgaste e dificuldade para ampliar seu eleitorado, adversários crescem, ocupam espaços e tornam a disputa mais imprevisível.
O favoritismo inicial deu lugar à pressão. A campanha agora precisa defender posições que antes pareciam consolidadas.
O avanço de Roberto Cidade aparece como um dos principais fatores responsáveis pela mudança no tabuleiro eleitoral. O governador intensificou sua presença nas ruas, endureceu o discurso e ampliou a mobilização em Manaus e no interior.
Cidade deixou de ser tratado como um nome secundário e passou a disputar diretamente as primeiras posições. O crescimento pressiona Omar porque reduz sua margem de segurança e fortalece uma candidatura que reúne estrutura administrativa, capilaridade política e presença constante na campanha.
Maria do Carmo também permanece competitiva em diferentes cenários, aumentando a disputa pelas vagas no segundo turno. Com três candidaturas brigando intensamente pelas primeiras posições, qualquer nova perda pode ser decisiva para Omar.
Outro ponto que chama atenção é a diferença entre a dimensão da aliança política de Omar e sua resposta nas pesquisas. O senador reúne partidos, lideranças tradicionais e tempo de campanha, mas ainda não conseguiu transformar toda essa estrutura em crescimento proporcional nas intenções de voto.
Além disso, a associação com grupos políticos conhecidos do eleitor amazonense pode limitar sua capacidade de conquistar votos de renovação. Em Manaus, onde a rejeição à política tradicional costuma exercer peso importante, esse desgaste tende a representar um obstáculo ainda maior.
A campanha também enfrenta o desafio de responder aos ataques dos adversários sem abandonar a apresentação de propostas para o futuro do Estado.
Pesquisas eleitorais representam fotografias do momento e não antecipam, isoladamente, o resultado das urnas. Ainda assim, a sequência dos levantamentos revela tendências que não podem ser ignoradas.
Omar continua competitivo e dispõe de estrutura para reagir, mas sua classificação para o segundo turno deixou de ser tratada como uma certeza. A redução da vantagem e o crescimento dos adversários criaram uma disputa aberta pelas duas vagas.
A reta final será determinante para mostrar se o senador conseguirá recuperar terreno ou se confirmará uma das maiores reviravoltas da eleição: começar como favorito e terminar fora do segundo turno.











