Candidato rebateu as críticas de Kim Kataguiri e Renan Santos e alertou para os desafios que o Amazonas enfrentará com a reforma tributária
“Zona Franca precisa de defesa técnica em Brasília”, afirma Tadeu de Souza

O candidato a deputado federal Tadeu de Souza (PP) afirmou, nesta terça-feira (22), que a Zona Franca de Manaus (ZFM) precisará de uma defesa técnica, estratégica e permanente em Brasília. Tadeu rebateu as críticas feitas pelo deputado federal Kim Kataguiri e pelo candidato à Presidência da República Renan Santos, ambos do Partido Missão, ao modelo econômico amazonense.
Para Tadeu, as declarações demonstram desconhecimento sobre a realidade da Amazônia, o funcionamento do Polo Industrial de Manaus e a importância da Zona Franca para a economia e a preservação ambiental.
“É uma manifestação de quem está distante, nunca esteve na Amazônia, nunca andou pelas ruas do Distrito Industrial e não conhece a nossa realidade. Conhece o Amazonas por documentários e não compreende que o modelo industrial implantado há cinco décadas ajudou a reduzir as desigualdades na Região Norte”, afirmou durante entrevista ao programa De Frente com Lomitas.
Tadeu destacou, ainda, que os próximos quatro anos serão decisivos para a entrada em vigor das novas regras da reforma tributária. Segundo ele, a manutenção dos incentivos industriais ampliará os ataques de outros estados ao nosso modelo.
“A partir de 2032, o Amazonas será o único estado da Federação com incentivos industriais plenos. Nós vamos viver uma guerra e precisamos ter alguém com preparo técnico em Brasília. Tenho consciência dessa responsabilidade e do quanto será necessário conhecer os números, dialogar e convencer”, ressaltou.
O candidato também defendeu uma mudança de postura da representação amazonense no Congresso Nacional. Para ele, a bancada não pode continuar apenas reagindo aos ataques, mas precisa apresentar permanentemente ao país os resultados econômicos, sociais e ambientais da Zona Franca.
“Nós sempre ficamos na defensiva. Alguém fala mal da Zona Franca e vamos mostrar os números. Precisamos mudar esse comportamento. A preservação da floresta no Amazonas não aconteceu por acaso. O modelo industrial ajudou a evitar o avanço de atividades predatórias, como a exploração ilegal de madeira e o garimpo”, explicou.
ZFM e a universidade
Tadeu também rebateu o discurso de que as empresas instaladas em Manaus apenas montam produtos. Ele lembrou que o Polo Industrial possui mão de obra qualificada, processos de fabricação rigorosos, empresas de alta tecnologia e contrapartidas destinadas à infraestrutura, à Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e à pesquisa e ao desenvolvimento.
“Aqui não fazemos apenas montagem, como eles imaginam. Temos alta governança, mão de obra extremamente técnica e processos de fabricação muito exigentes. É uma estrutura construída ao longo de cinco décadas e que precisa ser conhecida e respeitada pelo restante do país”, reforçou.
Defesa dos empregos
Procurador do Estado há mais de 20 anos, ex-procurador-geral, ex-secretário-chefe da Casa Civil e ex-vice-governador, Tadeu afirmou estar preparado para defender o modelo econômico e os cerca de 130 mil empregos diretos gerados pelo Polo Industrial de Manaus. O candidato tem o emprego e a renda como uma de suas principais bandeiras e destaca que a proteção da Zona Franca alcança milhares de famílias, jovens, pais, mães e comerciantes.
Para ele, o emprego e a renda são os maiores motores de transformação social, pois garantem dignidade ao cidadão e fazem a economia girar.
“Quero representar o Amazonas em Brasília neste novo momento, em que precisaremos de alguém com conhecimento técnico para defender a Zona Franca de Manaus, os nossos empregos e o futuro da nossa economia”, concluiu.
Fotos: Divulgação/ Ascom Tadeu de Souza










