Motivo de decisão não foi divulgada pois as investigações tramitam em sigilo
Além de usar tornozeleira, Adail Pinheiro e ex-secretários estão proibidos de deixar o Brasil

O prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos) e ex-secretários municipais, além de terem que utilizar tornozeleira eletrônica, estão proibidos de deixar o país, após terem os passaportes recolhidos, depois da operação da Polícia Federal na última semana. O monitoramento da tornozeleira está sendo feito desde terça (22).
A decisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito da operação Dinastia do Lago.
Adail Pinheiro também está proibido de acessar secretarias, autarquias, empresas públicas e outras estruturas da Prefeitura de Coari que têm relação à investigação, salvo por autorização judicial. Em caso de descumprimento, Adail pode sofrer medidas mais severas, conforme previsto na decisão.
Na investigação, há suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Prefeitura de Coari. A motivação de decisão do uso de tornozeleira eletrônica não foi divulgada pelo fato das investigações estarem tramitando sob sigilo no STF.
Além do prefeito do município ser alvo da polícia, ex-secretários de Coari são investigados no mesmo caso, e mais três empresários presos com R$ 1,25 milhão em espécie no Aeroporto de Brasília em voo entre Manaus e Brasília, que deu início às investigações. O filho de Adail, deputado federal e candidato à reeleição, Adail Filho, também é alvo da operação.
A motivação de decisão do uso de tornozeleira eletrônica não foi divulgada pelo fato das investigações estarem tramitando sob sigilo.
Dinastia do Lago
A operação Dinastia do Lago, deflagrada na última quarta (16), foi autorizada por Moraes e cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari, além de determinar o afastamento de Adail Pinheiro e de secretários municipais.
As ações resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 990.500,00 em espécie, sendo R$ 637.750,00 em Coari e R$ 352.750,00 em Manaus. Também foram apreendidos, na capital amazonense, US$ 10 mil e 1.255 euros. Além disso, foram sequestrados 21 veículos de luxo, dos quais 11 em Manaus e 10 em Coari.










