Plínio Valério disputava com Alberto Neto os votos da direita na corrida pelo Senado no Amazonas
“Relação zero”, diz Alberto Neto sobre Rosses após polêmica de apoio a Plínio Valério

O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) afirmou que sua relação com o vereador Coronel Rosses (PL) é “zero” e que ainda não conversou com ele após o episódio em que Rosses declarou apoio a Plínio Valério (PSDB) como segundo voto para o Senado pelo Amazonas, em setembro deste ano, ao se apresentar como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro no estado.
Segundo Alberto, que disputou uma vaga no Senado nas eleições deste ano, mas não foi eleito, a declaração de Rosses foi uma “infelicidade”. O parlamentar afirmou ainda que o vereador teria “usurpado” a função de coordenador ao utilizar o nome da campanha presidencial para pedir votos a Plínio.
“O que ele utilizou foi uma infelicidade da parte dele, que ainda não conversei com ele sobre isso. Usou o nome do Flávio como coordenador dele. Eu que sou coordenador do Flávio, e ele usurpou disso, utilizando sem a minha anuência para pedir voto para o Plínio, e isso acabou atrapalhando”, disse Alberto Neto em entrevista ao programa Ponto Final, do portal Diário da Capital, na última terça-feira (20).
Ainda de acordo com Alberto Neto, não é possível afirmar exatamente o quanto a declaração de Rosses em apoio a Plínio Valério teria afetado sua candidatura ao Senado, especialmente porque os dois candidatos disputavam votos de parcelas semelhantes do eleitorado de direita.
Alberto Neto terminou a eleição para o Senado em terceiro lugar, com 909.155 votos, atrás de Eduardo Braga (MDB), que recebeu 1.240.471 votos, e Plínio Valério (PSDB), com 948.793. Braga e Plínio foram reeleitos.
Entenda o caso
Em vídeo que repercutiu nas redes sociais, Rosses mencionou sua atuação na campanha de Flávio Bolsonaro no Amazonas antes de anunciar apoio a Plínio.
“A partir de agora, nosso segundo voto ao Senado é de Plínio Valério”, afirmou Rosses na ocasião.
A declaração provocou reação dentro do próprio PL. Naquele momento, Alberto Neto rebateu publicamente a manifestação e afirmou que Flávio Bolsonaro tinha apenas um candidato ao Senado no Amazonas: ele próprio.
O episódio ganhou repercussão nos bastidores da campanha porque Alberto Neto e Plínio Valério disputavam uma das duas vagas ao Senado. Ao final da eleição, a diferença entre os dois foi de 39.638 votos, com Plínio conquistando a segunda vaga.










