RESPOSTA DOS EUA: Biden anuncia “maior sanção econômica da história” à Rússia, porém descarta lutar contra o pais na Ucrânia 

País não poderá negociar em dólar, euro, iene ou libra e ativos do maior banco russo nos EUA estão congelados Em pronunciamento nesta quinta-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que os EUA e seus aliados estão aplicando “a maior sanção econômica da história” contra a Rússia. O presidente americano afirmou que …

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País não poderá negociar em dólar, euro, iene ou libra e ativos do maior banco russo nos EUA estão congelados

Em pronunciamento nesta quinta-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que os EUA e seus aliados estão aplicando “a maior sanção econômica da história” contra a Rússia.

O presidente americano afirmou que o ataque contra a Ucrânia “não foi provocado” e que foi “premeditado por Putin”.

“Putin é o agressor e quem começou a guerra”, afirmou, acrescentando que “nunca foi uma questão de se defender”. “Hoje, estou autorizando sanções fortes e novos limites sobre o que pode ser exportado para a Rússia, com custos fortes à Rússia agora e ao longo do tempo”, adicionou.

Falando na Casa Branca, Biden também disse que o governo limitaria a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares e outras moedas, e planejava sancionar outros bancos russos. Porém, ele informou que as sanções ainda não incluem banir o país do sistema bancário SWIFT.

Aqui estão algumas sanções que ele anunciou:

  • Limitar a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares, euros, libras e ienes para fazer parte da economia global;
  • Limitar capacidade de financiar e aumentar as forças armadas russas;
  • Prejudicar sua capacidade de competir na economia de alta tecnologia do século 21;
  • Sanções contra bancos russos que juntos detêm cerca de US$ 1 trilhão em ativos.

Ele acrescentou que “também estamos bloqueando mais quatro grandes bancos. Isso significa que todos os ativos que eles têm nos Estados Unidos serão congelados”.

Biden afirmou que nomes da elite russa também serão atingidos pelas sanções, além de acesso a tecnologia e financiamentos, o que pode impactar até o “programa espacial russo”.

De acordo com o presidente americano, Putin quer a antiga União Soviética e crê que o ataque pode não ficar restrito à Ucrânia.

“Putin será um pária no cenário internacional”, acrescentou. “A escolha de Putin de fazer uma guerra totalmente injustificável contra a Ucrânia deixará a Rússia mais fraca e o resto do mundo mais forte”.

Ainda assim, afirmou que as tropas americanas não estão e não serão enviadas para a Ucrânia, mas para os países da Otan no Leste Europeu para defender a aliança.

Mais cedo, Biden se reuniu com líderes mundiais em uma reunião do G7 para discutir a situação. Em uma mensagem publicada no Twitter, ele informou que concordou “em avançar com pacotes devastadores de sanções e outras medidas econômicas para responsabilizar a Rússia”.

Durante o discurso, ele pontuou que a Otan se reunirá nesta sexta-feira (25), reunindo todos os líderes das nações-membro.

Horas após o início do ataque russo, ainda na madrugada de quinta no Brasil, o presidente americano disse que “os Estados Unidos, seus aliados e parceiros vão responder de forma unida e decisiva” e que “a Rússia sozinha é responsável pela morte e destruição que esse ataque trará”.

“Não há dúvidas de que quando uma potência nuclear ataca um país, as bolsas no mundo inteiro vão reagir”, pontuou.

O preço do barril de petróleo nesta quinta (24) passou de US$ 105, a primeira vez que isso ocorre desde 2014 – quando a Rússia anexou a Crimeia.

Sobre isso, o presidente afirmou que coordena coordenam com vários países produtores de petróleo para fornecimento global de energia global.

“Estamos trabalhando ativamente com países de todo o mundo para elevar a liberação coletiva das reservas estratégicas de petróleo para os principais países consumidores de energia”, disse. “E os Estados Unidos liberarão barris adicionais de petróleo conforme as condições o justifiquem”, pontuou.

Quando perguntado por uma repórter sobre o que espera da China no conflito e a possibilidade de sanções o país asiático, Joe Biden afirmou que não “estava preparado” para comentar.

Fonte: CNN Internacional e Reuters

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