Foi divulgado nesta quinta-feira um estudo feito pelo Instituto Votorantim que mostra índices do fenômeno chamado ‘alienação eleitoral”, que consiste que consiste nas abstenções passiva, o não comparecimento para votação, e ativa, os votos brancos e nulos - cresce de forma lenta, gradual e consistente desde 2006, sobretudo no Sudeste e em regiões metropolitanas. De …
? ELEIÇÕES 2022| Alienação Eleitoral cresce desde 2006, sobretudo no Sudeste

Foi divulgado nesta quinta-feira um estudo feito pelo Instituto Votorantim que mostra índices do fenômeno chamado ‘alienação eleitoral”, que consiste que consiste nas abstenções passiva, o não comparecimento para votação, e ativa, os votos brancos e nulos – cresce de forma lenta, gradual e consistente desde 2006, sobretudo no Sudeste e em regiões metropolitanas.
De acordo com o estudo, entre 2006 e 2018, a alienação eleitoral cresceu quase 8% nas eleições para presidente da República e 10% no processo de escolha de deputados federais. Nas eleições locais, a alienação é menor, especialmente a ativa, que diz respeito a votos brancos e nulos, diante da maior proximidade do cidadão com o processo eleitoral.
O estudo aponta que a abstenção passiva é afetada principalmente por aspectos socioeconômicos. O nível educacional ainda é a variável mais fortemente relacionada com o comparecimento às urnas, com eleitores com educação superior comparecendo até três vezes mais que aqueles com ensino primário.
Já a abstenção ativa é influenciada essencialmente pela identificação partidária por parte do eleitor e atinge mais jovens (até 24 anos) e idosos. Pessoas que se identificam com algum partido votam cerca de três vezes mais nas eleições presidenciais e duas vezes mais nas eleições proporcionais.
Segundo turno
O levantamento aponta ainda que a menor disposição para comparecimento às urnas ocorre no segundo turno. Enquanto a média de abstenção é de 18% no primeiro turno, a proporção sobe para 19,6% no segundo.
Possíveis explicações, de acordo com o estudo, são “o descolamento das eleições estaduais, quando há escolha do governador em primeiro turno, e a derrota do candidato escolhido pelo eleitor já no primeiro turno. No entanto, o eleitor que comparece ao segundo turno está mais motivado a realizar uma escolha, ou seja, é menor a incidência de votos brancos e nulos”, diz trecho.
Com informações de Broadcast Político
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