O ex-guerrilheiro e ex-senador Gustavo Petro tomou posse neste domingo (7) como o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, propondo novos acordos de paz com os grupos armados que financiam o narcotráfico e o fim da "guerra às drogas", que considera um fracasso. Em seu primeiro discurso como chefe de Estado, o ex-senador …
???? Ex-guerrilheiro Gustavo Petro assume na Colômbia e propõe paz a grupos armados e o fim da guerra às drogas

O ex-guerrilheiro e ex-senador Gustavo Petro tomou posse neste domingo (7) como o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, propondo novos acordos de paz com os grupos armados que financiam o narcotráfico e o fim da “guerra às drogas”, que considera um fracasso.
Em seu primeiro discurso como chefe de Estado, o ex-senador e ex-guerrilheiro de 62 anos delineou mudanças profundas para esse país de 50 milhões de habitantes, assolado pela desigualdade, defasagens econômicas da pandemia e uma violência cíclica de mais de 60 anos.
“É hora de mudar (…) Hoje começa a Colômbia do possível. Estamos aqui contra todas as probabilidades, contra uma história que dizia que nunca iríamos governar, contra os de sempre, contra aqueles que não queriam largar o poder”, declarou.
Com Petro, a Colômbia entra pela primeira vez na órbita da esquerda na região, que poderá se consolidar caso Lula vença no Brasil.
Diante de centenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de Bolívar, no centro de Bogotá, e nove presidentes convidados, Petro prometeu “alcançar a paz verdadeira e definitiva” em seus quatro anos de mandato.
Nesse sentido, afirmou que cumprirá o acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a guerrilha que assinou a paz em 2016 para se tornar um partido político, e ofereceu aos grupos que permanecem armados benefícios jurídicos caso renunciem à violência.
“Convocamos (…) a todos os armados a depor suas armas nas nebulosas do passado. A aceitar benefícios jurídicos em troca da paz”, disse.
No entanto, ele não especificou se sua oferta implica em redução de penas ou sanções alternativas à prisão, como as acordadas com as dissolvidas Farc.
Com informações da AFP
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