???? Wilson Lima vira rei e David agora é um peão. Esse é o jogo do atual xadrez político do Amazonas

As eleições deste ano serviram como um verdadeiro divisor de águas no tabuleiro político do Amazonas, pois praticamente sepultou alguns caciques da velha guarda e, pode-se dizer, fez renascer das cinzas uma fênix, consolidando o governador Wilson Lima (União Brasil) como a maior liderança política do Estado. Poder O governador, que até ano passado era …

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As eleições deste ano serviram como um verdadeiro divisor de águas no tabuleiro político do Amazonas, pois praticamente sepultou alguns caciques da velha guarda e, pode-se dizer, fez renascer das cinzas uma fênix, consolidando o governador Wilson Lima (União Brasil) como a maior liderança política do Estado.

Poder

O governador, que até ano passado era dado como carta fora do baralho por muitos analistas e políticos, devido a dificuldades que enfrentou no começo de sua gestão com a Assembleia Legislativa, com o vice-governador, pandemia e a maior cheia da história, foi reeleito com folga e hoje centraliza o poder, dando o ritmo das próximas disputas eleitorais em 2024 e 2026.

Além disso, será decisivo no processo, das colocações das peças até as estratégias que poderão levar uma chapa a ser vencedora.

Caciques

Wilson, reeleito com 1.039.192 de votos, quebrou o próprio recorde, se tornando mais uma vez o governador mais votado da história do Estado.

Além disso, aposentou de uma só vez nomes históricos da política local, como o ex-governador Amazonino Mendes e o ex-prefeito Arthur Neto.

Agora, a oposição contra o governador ficou praticamente a cargo do senador Eduardo Braga (MDB).

Tabuleiro

Logo após a vitória contundente nas urnas, o governador já começou a colocar as peças no tabuleiro.

Primeiro reconduziu o procurador-geral do Estado do Amazonas, Alberto Nascimento Júnior, para chefiar o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) por mais dois anos.

Na sequência, emplacou um aliado para comandar a Câmara Municipal de Manaus, com a vitória do vereador Caio André (PSC) para o próximo biênio 2023/2024, e terá participação direta na escolha do próximo presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), prevista para acontecer no retorno dos trabalhos legislativos, dia 1º de fevereiro de 2023, com a recondução do presidente Roberto Cidade (União Brasil).

Secretarias

A próxima mexida do governador irá acontecer já nos primeiros meses do ano que vem, nos primeiros e segundos escalões da sua gestão.

O governador já anunciou que fará ajustes estratégicos para acomodar aliados e partidos que caminharam com ele na disputa eleitoral, mas ainda não se sabe o tamanho da reforma, que poderá ficar abaixo da expectativa de muitos políticos. Ou não.

Território

Quem já marcou território e antecipou que o nome do vice-prefeito na próxima disputa eleitoral será decidido por Wilson Lima foi o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante).

Recentemente foi noticiado por um portal local que David, aliado do governador e candidato a reeleição, quer um nome indicado por Wilson, em uma reedição de uma parceria que deu certo nas eleições deste ano.

2024

A disputa pela prefeitura de Manaus em 2024 terá nuances voltadas para 2026, quando o governador poderá ser candidato a uma das duas vagas para o Senado, hoje ocupadas pelos senadores Eduardo Braga e Plínio Valério (PSBD).

Além do governador e dos dois senadores que irão concorrer à reeleição, outros players políticos também estão de olho nas cadeiras, mas isso fica para uma próxima coluna.

Candidatos

Alguns nomes devem entrar na disputa em 2024 para a prefeitura de Manaus. Dois já declaram abertamente ou nos bastidores que irão disputar o pleito, como o ex-candidato a senador, Coronel Menezes (PL), e o ex-deputado Ricardo Nicolau (Solidariedade).

Outros já afirmaram que seus partidos terão candidatos, como a federação PSDB/Cidadania, do senador Plínio Valério e do deputado federal Amom Mandel. Ambos com desejo de entrar na disputa.

Há também nomes que se credenciaram para disputar o pleito por conta da boa votação, como é o caso dos deputados reeleitos Roberto Cidade e Capitão Alberto Neto (PL), presidente da Aleam e vice-líder de Bolsonaro, respectivamente.

Candidato da esquerda

Lula e a esquerda também deverão entrar na disputa local, seguindo uma estratégia nacional de ter candidatos em todas as capitais.

Hoje, no Amazonas, a maior liderança da esquerda no estado é o Senador Omar Aziz (PSD), que pode ser o nome escolhido ou indicar outro nome que pode ser do próprio partido ou não.

Sidney Leite (PSD), que foi reeleito deputado federal, já se mostrou interessado em entrar na disputa.

Marcelo Ramos (PSD) é um nome que também pode surgir dos quadros peessedebistas e que já disputou a prefeitura em 2016.

Já do lado do PT, nomes como o de José Ricardo e do deputado estadual reeleito, Sinésio Campos, podem ganhar força.

O fato é que, independente das conjecturas, teremos um cenário pulverizado em 2024, assim como foi a disputa para o Governo do Amazonas este ano.

Isso porque nem acabou o ano e já estamos vendo intensas articulações, cálculos e cenários sendo traçados.

A pergunta que fica para reflexão é: dá para usar as eleições deste ano como base e termômetro?
Para muitos sim, para outros não.

Ainda ligando os pontos e os desdobramentos das eleições deste ano e da disputa de 2024, não podemos deixar de lembrar que, caso Wilson seja candidato ao Senado em 2026, será obrigado a renunciar final de março.

Neste caso, quem assume é o vice eleito, Tadeu de Souza (Avante). Assim como em uma natural reeleição de David Almeida, a lógica futura é a renúncia para disputar o governo do Amazonas em 2026, com o vice assumindo a prefeitura de Manaus.

Deu para entender a complexidade do arranjo político?

Na guerra da política, amigo leitor, é uma batalha de cada vez.

Fonte: Direto ao Ponto News

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