???? Inegibilidade de Bolsonaro divide opiniões de políticos no Amazonas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para condenar Bolsonaro e deixá-lo inelegível pelo prazo de oito anos. A decisão gerou repercussão no Amazonas com vários políticos saindo em defesa do ex-presidente e outros a favor da condenação. Um dos principais interlocutores de Bolsonaro no estado, Coronel Menezes (PL) escreveu nas suas redes sociais que …

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para condenar Bolsonaro e deixá-lo inelegível pelo prazo de oito anos. A decisão gerou repercussão no Amazonas com vários políticos saindo em defesa do ex-presidente e outros a favor da condenação.

Um dos principais interlocutores de Bolsonaro no estado, Coronel Menezes (PL) escreveu nas suas redes sociais que “O Brasil vive um dos momentos mais vergonhosos da sua história! Mesmo assim não vamos desistir do Brasil”.

O ex-senador e prefeito de Manaus Arthur Vírgilo Neto (Sem Partido) considera que o julgamento de Bolsonaro foi rigoroso e compara com o caso de Dilma Rousseff (PT), que apesar de sofrer impeachment manteve seus direitos políticos.

“Ninguém é infalível. Atiradores de elite erram, pilotos, médicos, advogados, diplomatas, governantes, juízes erram igualmente. Caso Bolsonaro não merecia julgamento tão rigoroso. Dilma recebeu impeachment, mas não perdeu direitos políticos. Caso dele era alegadamente eleitoral. O dela envolvia finanças, ‘pedaladas’, mas ficou livre pra disputar eleições. Vida que segue”, declarou Arthur Neto.

Já Eduardo Braga (MDB) comemorou a condenação e alega que o TSE, ao deixar o ex-presidente inelegível, está defendendo a democracia e as instituições.

“O TSE nos reafirma que a democracia é inegociável, e o nosso sistema eleitoral segue imune a qualquer manobra. Viva a democracia! Viva as instituições brasileiras”, diz Braga.

O voto decisivo para a condenação foi dado pela ministra Cármen Lúcia, que seguiu o voto do relator, ministro Benedito Gonçalves. O placar final ficou em 5 a 2 pela condenação. Confirmada a condenação e a inelegibilidade, Bolsonaro ficará fora das eleições até 2030.

Em entrevista após a decisão, o ex-presidente disse que levou “uma facada nas costas”.

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