Alberto e Débora Menezes questionam vitória de Lula e comparam resultado à eleição da Venezuela

Parlamentares da direita indagaram a legalidade da votação

Compartilhar em:

O deputado federal Capitão Alberto Neto e a deputada estadual Débora Menezes, ambos do PL, foram às redes sociais e questionaram a legalidade do resultado das eleições desse domingo (25) no segundo turno após Lula (PT) ser reeleito por mais quatro anos, e compararam o resultado nas urnas à eleição presidencial na Venezuela, quando Nicolás Maduro foi eleito.

“Lula vence a eleiçãoa Lá Venezuela. Na Venezuela, as eleições também foram prorogadas por mais uma hora favorecendo os candidatos de Maduro. Lá todo mundo sabe que é uma ditadura, e aqui no Brasil, o que nós vivemos?”, questionou Alberto nas redes sociais.

Segundo o parlamentar, o petista pediu a prorrogação das eleições ao Supremo Tribunal Federal (STF) e não ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), corte responsável pela realização das eleições, e disse que “misteriosamente”.

De acordo com Alberto, Lula acionou a Corte por se ver prejudicado em Salvador, quando estava perdendo para Flávio Bolsonaro (PL), após o transporte público de Salvador não ser liberado para operação, e disse que “misteriosamente”, a decisão partiu do ministro Cristiano Zanin. Alberto questionou o fato do magistrado já ter sido advogado de Lula, supondo que o magistrado favoreceu o presidente reeleito.

Faltando apenas alguns minutos para o fim da votação no país, o ministro determinou a prorrogação da eleição até às 19h, em decorrência da crise no transporte público de Salvador e pela dificuldade de eleitores que moram em cidades mais distantes do seu local de votação.

No vídeo, Alberto questionou: “quem garante que as urnas que estavam abertas no Brasil inteiro, não favoreciam ao Lula? porque as urnas que demoram mais a fechar, geralmente, são mais as urnas que estão em áreas periféricas, onde favorecem mais o Lula. Será que isso não foi orquestrado?”.

E concluiu que a prorrogação e tudo que aocnteceu durante o processo de votação destas eleições precisam ser investigadas, e afirmou que o Brasil não pode ser “uma república de bananas”. E citou que Flávio Bolsonaro (PL) declarou que os fiscais do PL ficaram fora da sala-cofre por 40 minutos.

Ele ainda declarou que o país não pode “viver uma ditadura da toga e nem ser uma Venezuela”, ao lembrar que Flávio liderou a votação no primeiro turno e que no segundo turno, Lula foi quem teve vitória nas urnas.

A deputada Débora Menezes, também foi às redes no X (antigo Twitter), indagou: “Façam as contas! Para Lula chegar aos 64,2 milhões de votos, teria que manter 100% do 1º turno. É muita coincidência para explicar, não acham?”, após Lula ser reeleito.

Prorrogação da votação

O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou nesse domingo (25), para que o horário de votação do segundo turno fosse prorrogado até as 19h em todo o país. Imediatamente, o TSE encaminhou a decisão aos estados, onde muitos Tribunais Regionais Eleitorais já não conseguiram mais estender o horário de votação, por já ter encerrado, e em alguns estados, já ter até mesmo retirado e lacrado as urnas eletrônicas.

Após a decisão de Zanin, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, decidiu que somente as seções eleitorais que ainda estavam abertas, deveriam ampliar a votação até as 19h.

Compartilhar em: