????Lacalle Pou, Peña e Milei: com exceção de Lula, todos os líderes do Mercosul são de direita

A ascensão do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, traz uma dinâmica inédita para o cenário político internacional e coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante de uma situação desafiadora. Desde o início de seu primeiro mandato em 2003, Lula sempre contou com uma composição no Mercosul onde pelo menos metade dos …

Compartilhar em:

A ascensão do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, traz uma dinâmica inédita para o cenário político internacional e coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante de uma situação desafiadora.

Desde o início de seu primeiro mandato em 2003, Lula sempre contou com uma composição no Mercosul onde pelo menos metade dos presidentes eram identificados como sendo de esquerda. Com a eleição de Milei, esse equilíbrio é invertido, deixando Lula como uma exceção no atual quadro de lideranças.

Em seu terceiro mandato, Lula tem atuado para convencer a todos de que ele consegue exercer uma liderança global. Em suas tentativas, tem buscado mediar conflitos internacionais, como a guerra na Ucrânia e em Israel, mas sem sucesso em ambos os cenários.

Fora Lula, do Brasil todos os demais integrantes do G4 são de direita. São eles: Javier Milei (Argentina); Santiago Peña (Paraguai) e Lacalle Pou (Uruguai).

Agora, sua projeção como líder regional também pode ser desafiada diante do novo cenário no Mercosul. O bloco, que se debruça sobre o acordo de parceria com a União Europeia, deve movimentar novos episódios nos próximos dias.

Isso porque Javier Milei já expressou total oposição a esse acordo, apesar de ainda não existir nenhuma definição de como ele conduzirá o país em torno do grupo. De antemão, Lula está ciente de que enfrentará desafios entre um quarteto da América do Sul.

Em concordância com Milei, Santiago Peña emitiu um ultimato claro à União Europeia em nome do Mercosul referente ao acordo de livre comércio entre os blocos. Pressionando Lula, ele estabeleceu um prazo final até o dia 6 de dezembro, quando a presidência rotativa do Mercosul passará do Brasil para o Paraguai.

Compartilhar em: