???? PSDB atribui fracasso em 2024 ao distanciamento dos conservadores: ‘Batemos só no Bolsonaro e deixamos de bater no PT’

O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, atribui a drástica redução do partido nas eleições de 2024 a uma mudança de foco na política: “A gente começou a bater só em Bolsonaro e deixamos de bater no PT, que é nosso adversário histórico. Isso incomodou muito nosso eleitor, que então migrou para o bolsonarismo de vez, achando que …

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O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, atribui a drástica redução do partido nas eleições de 2024 a uma mudança de foco na política: “A gente começou a bater só em Bolsonaro e deixamos de bater no PT, que é nosso adversário histórico. Isso incomodou muito nosso eleitor, que então migrou para o bolsonarismo de vez, achando que estávamos fazendo o jogo do PT”, afirmou em entrevista ao Estadão na última quarta-feira (30).

Historicamente relevante junto ao PT na política nacional dos anos 1990 e 2000, o PSDB apresentou seu pior desempenho nas eleições de 2024, sem eleger prefeitos nas principais capitais e com uma redução de quase 50% no número de gestores municipais em todo o Brasil. Em 2020, o partido elegeu 535 prefeitos, enquanto neste pleito foram eleitos apenas 276.

Perillo também destacou a decisão de apoiar Simone Tebet (MDB) na eleição presidencial de 2022, ao invés de lançar candidatura própria, como fator relevante para o declínio da sigla.

Para reverter o cenário, o PSDB planeja atrair novas lideranças e considerar uma possível fusão com partidos aliados, como o Cidadania, além de parcerias em discussões com Solidariedade, PDT e Podemos. “Vamos avaliar as melhores opções para fortalecer a federação e até a fusão, se for viável”, disse Perillo.

O desempenho do PSDB em 2024 tem sido analisado com foco nos insucessos em São Paulo: na capital, a candidatura de José Luiz Datena à prefeitura foi mais lembrada por um incidente com uma cadeira do que pela competitividade eleitoral, obtendo apenas 111.733 votos (1,84% do total) no primeiro turno. Na Grande São Paulo, o partido governará apenas um dos 39 municípios, região que já foi seu principal reduto eleitoral.

A situação no Amazonas também reflete a crise interna. No estado, apenas uma candidata da sigla foi eleita prefeita, em Ipixuna, interior do estado, e conseguiu apenas uma vaga na Câmara Municipal de Manaus, com Rosivaldo Cordovil. Além disso, o partido só conta com o senador Plínio Valério e não tem representação entre os deputados estaduais ou federais.

Com informações de Estadão

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