Mãe denuncia demora e menosprezo no atendimento do filho em UBS no bairro Compensa

Paciente afirmou que só foi atendida após seis horas de espera e após a desistência de ao menos sete pessoas

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O atendimento na Unidade de Saúde da Família (USF) Leonor de Freitas, localizada no bairro Compensa 2, zona Oeste de Manaus, foi alvo de denúncia neste sábado (14) após uma mãe relatar que seu filho de apenas um ano enfrentou mais de seis horas de espera por atendimento pediátrico e que, além da demora, a unidade contava com apenas uma médica de plantão para todos os atendimentos. A informação é do portal Rios de Notícias.

Segundo a mãe que preferiu não se identificar, chegou à unidade por volta das 7h da manhã para garantir uma ficha com o pediatra. No entanto, foi informada que não havia pediatra disponível, e que uma clínica geral estava atendendo todos os pacientes. A consulta, segundo ela, só aconteceu às 13h37.

Negligência

A mãe afirmou que buscou explicações com a médica plantonista, e ouviu que o filho não seria atendido naquele momento porque o caso dele “não era prioridade” e que a triagem havia cometido um erro ao classificá-lo assim. Ainda de acordo com a denunciante, a médica demonstrou impaciência e menosprezo ao justificar a demora com a frase: “Tu tá no SUS”.

“A médica foi grossa, menosprezou a gente. Disse que não era prioridade, mas o meu filho estava com pus saindo do pênis. Isso é uma prioridade sim. E isso, para mim, é um grande desrespeito.

Ela ainda disse que não ia atender porque a triagem errou. Aí falou: ‘Tu tá no SUS’. Isso é desprezível. Um profissional de saúde tem que priorizar o bem-estar do paciente, seja no SUS ou no particular”, declarou a mãe, indignada.

A mãe conta que levou o filho à unidade após orientação do Hospital e Pronto-Socorro da Criança da zona Oeste, que recomendou acompanhamento em uma unidade básica, por considerar o ambiente hospitalar inadequado devido ao risco de infecção por vírus respiratórios. Ainda assim, o atendimento na USF foi frustrante.

“Trouxe ele pra cá porque o pronto-socorro da criança indicou que seria melhor por conta dos vírus. Mas a reforma aqui só pintou parede. Porque, profissionalmente, é um grande desrespeito com a gente.”

A paciente afirma que só foi atendida depois que ao menos sete pessoas desistiram da consulta, e ela acionou a imprensa. A consulta foi realizada às 13h37, mais de seis horas após a chegada.

Unidade recém reformada

A USF Leonor de Freitas foi reinaugurada recentemente, com ampliação da estrutura, novos consultórios, farmácia e sala de procedimentos. No entanto, a denunciante afirma que a reforma não refletiu em melhoria no serviço. “A estrutura nova não adianta nada se o atendimento continua esse caos”.

Foi solicitado esclarecimentos da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) sobre o caso e a conduta da médica denunciada, porém não houve retorno da pasta. O espaço segue aberto para explicações. A mãe informou que pretende formalizar denúncia na Ouvidoria da Semsa.

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