Adail Pinheiro e seu filho, o deputado federal, Adail Filho foram alvo de uma operação da Polícia Federal
Após operação da PF, Omar Aziz apela à Justiça para apagar sua aliança com Adail Pinheiro

O candidato ao governo do Amazonas Omar Aziz (PSD) acionou a Justiça Eleitoral para tentar retirar do ar mais de 30 matérias e publicações que mostram seu nome ou sua imagem ao lado de Adail Pinheiro, prefeito afastado de Coari, aliado político e apoiador declarado de sua candidatura.
No processo nº 0601776-58.2026.6.04.0000, Omar pede a remoção dos conteúdos em 24 horas, multa diária de R$ 10 mil, proibição de novas publicações semelhantes e até o fornecimento, pela Meta, dos dados e endereços de IP dos responsáveis por diversos perfis. O processo contém apenas a petição inicial e ainda não apresenta decisão da Justiça.
Omar sustenta que não é investigado nem citado na Operação Dinastia do Lago — e isso precisa ser registrado com clareza. Mas não ser investigado não apaga uma aliança política documentada publicamente.
Em março de 2025, Adail declarou que Omar o ajudou a voltar à Prefeitura de Coari e anunciou, diante da imprensa e das redes sociais, apoio à candidatura do senador ao Governo do Amazonas. A declaração foi registrada por veículos como Amazonas1 e O Poder.
As fotografias também são verdadeiras. A própria petição reconhece que as imagens mostram Omar e Adail cumprimentando-se e caminhando lado a lado em eventos realizados antes da operação.
Essa é a contradição que Omar tenta esconder: antes da Polícia Federal, o apoio de Adail era público e politicamente conveniente. Depois da operação, a imagem dos dois juntos virou alvo de uma ofensiva judicial contra portais, jornalistas e perfis de notícias.
Ninguém pode atribuir a Omar as suspeitas investigadas contra terceiros. Mas também não se pode exigir que a imprensa apague da memória do eleitor uma relação política verdadeira e amplamente registrada.
Na política, não vale posar ao lado do aliado quando o apoio rende votos e depois correr à Justiça para desaparecer da fotografia quando esse mesmo aliado vira notícia policial.
Foto verdadeira não é fake news. Apoio declarado não é invenção. E a história de uma aliança política não pode ser apagada porque deixou de ser conveniente.










