Alfredo Nascimento perde completamente o controle da própria bancada do PL na CMM

Aliado do governo, ex-ministro vê vereadores do PL agirem de forma autônoma e esvazia sua influência no parlamento municipal

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Manaus (AM) – A liderança política de Alfredo Nascimento, ex-ministro dos Transportes nos governos Lula e Dilma e presidente estadual do PL, enfrenta um novo teste de fogo na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Mesmo sendo um dos principais aliados do governo, Alfredo tem perdido a capacidade de coordenar sua própria bancada de vereadores, que hoje atua de forma independente e, em alguns casos, até contraditória em relação às orientações partidárias.

O problema, segundo fontes da própria base aliada, não é apenas a autonomia dos parlamentares, mas a falta de comando político real. “Alfredo não tem mais ascendência sobre os seus. A bancada do PL, na prática, é composta por vereadores que fazem o que bem entendem”, afirma um assessor legislativo ouvido sob reserva. O vereador Sargento Salazar ignora Alfredo de forma agressiva e afirma, nos bastidores, que “não precisa dele nem do PL para nada”.

Bancada desgovernada

O PL, que deveria atuar de forma coesa na CMM, hoje é um grupo pulverizado, e Alfredo mostra-se totalmente enfraquecido.

Apesar de ser um nome influente da política amazonense, exclusivamente em razão da presidência do PL no estado, Alfredo não exerce mais a liderança que outrora teve. Seu afastamento das discussões internas da CMM tem contribuído para esse isolamento. Lideranças locais afirmam que o ex-ministro se mantém mais ocupado com articulações externas — como sua candidatura à Câmara Federal e a disputa pelo governo estadual, ao lado da pré-candidata Maria do Carmo Seffair.

Mesmo sendo tratado como aliado do governador Wilson Lima, Alfredo Nascimento não tem conseguido entregar uma bancada coesa e construtiva. A desorganização interna do PL contrasta com o pragmatismo de outras legendas da base, como o União Brasil e o Progressistas, que operam com mais disciplina e alinhamento com o governo.

“Está cada dia mais difícil tratar com um partido em que cada vereador fala por si”, comentou um interlocutor próximo ao Executivo.

Com os olhos voltados para 2026, a perda de influência de Alfredo na Câmara compromete sua capacidade de garantir nomes fortes ou mesmo negociar apoios relevantes. O desgaste interno também alimenta especulações de que ele possa ser substituído na liderança do PL estadual em breve ou, ao menos, que seja pressionado a dividir o comando.

Por ora, o ex-ministro mantém o discurso de unidade, mas, nos bastidores, a avaliação é unânime: Alfredo Nascimento já não manda nem na própria tropa — e o nome de Maria do Carmo Seffair está longe de ser uma unanimidade dentro do grupo.

Estamos com foco no fato.

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