Alcolumbre sobe tom contra Executivo e nega troca de favores por indicação ao STF

Em nota oficial, Presidente do Senado classifica como “ofensiva” a narrativa de disputa por cargos e cobra envio oficial da mensagem de indicação para iniciar a sabatina

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O presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, divulgou uma nota à imprensa com duras críticas à articulação política do Poder Executivo. O texto rebate veementemente a ideia de que o Senado estaria condicionando a aprovação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ao recebimento de cargos ou emendas parlamentares.

Alcolumbre classificou como uma “falsa impressão” e uma “tentativa de desmoralizar” o Legislativo os rumores de que divergências entre os Poderes estariam sendo resolvidas através de “ajuste de interesse fisiológico”.

“Isso é ofensivo não apenas ao Presidente do Congresso Nacional, mas a todo o Poder Legislativo”, declarou o senador, acrescentando que desqualificar quem diverge é um “método antigo”.

O Rito do STF e a “Perplexidade” do Senado
Além de refutar as acusações de fisiologismo, a nota expõe um impasse burocrático e político. Segundo Alcolumbre, embora a escolha do indicado pelo Presidente da República já tenha sido publicada no Diário Oficial da União (DOU), o Senado ainda não recebeu a mensagem formal escrita necessária para dar início ao processo de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O senador afirmou que essa demora causa “perplexidade” e sugeriu que pode haver uma estratégia do Planalto para interferir no calendário do Legislativo.

“Causa perplexidade ao Senado que a mensagem escrita ainda não tenha sido enviada, o que parece buscar interferir indevidamente no cronograma estabelecido pela Casa, prerrogativa exclusiva do Senado Federal”, pontuou Alcolumbre.

Com informações de Band Jornalismo

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