CYBERSECURITY: Alemanha pede que usuários evitem software russo de antivírus da Kaspersky

O governo da Alemanha fez uma recomendação pública aos cidadãos do país contra o software russo de antivírus Kaspersky. O posicionamento desta quarta-feira, 16, veio por meio do Escritório Federal de Segurança da Informação, motivado pelo conflito da Rússia na Ucrânia. Segundo o órgão do governo alemão, existe o risco de o software atuar como …

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O governo da Alemanha fez uma recomendação pública aos cidadãos do país contra o software russo de antivírus Kaspersky. O posicionamento desta quarta-feira, 16, veio por meio do Escritório Federal de Segurança da Informação, motivado pelo conflito da Rússia na Ucrânia.

Segundo o órgão do governo alemão, existe o risco de o software atuar como espião ou abrir possibilidades de ataques online.

“Um produto de inteligência da informação russo pode carregar operações ofensivas, ser obrigado contra a vontade a atacar sistemas ou espiar vítimas sem o conhecimento delas, ou mesmo ser uma ferramenta de ataque contra consumidores”, indicou em nota o Escritório Federal de Segurança da Informação da Alemanha.

A empresa russa rebateu as acusações vindas da Alemanha em contato com a BBC, manifestando que não tem laços com o governo russo, nem atuação política.

Antes da Alemanha, o nome da Kaspersky já havia aparecido anteriormente no noticiário político internacional. Em 2017, o então presidente norte-americano Donald Trump assinou uma legislação banindo o software russo da operação de seu governo.

Hackers em ação

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, há três semanas, a imprensa internacional noticia a ação de hackers, em ambos os lados. Uma das iniciativas do gênero derrubou uma série de sites do governo ucraniano no começo do conflito.

No último dia 5 de março, o Serviço Estatal de Comunicações Especiais e Proteção de Informação da Ucrânia afirmou que “hackers russos continuam atacando recursos de informações ucranianos incessantemente”.

Em um comunicado no Twitter, a agência de observação cibernética de Kiev manifestou que sites da presidência, do parlamento, do ministério da Defesa e de Assuntos Internos estavam entre os alvos atingidos.

As principais provedoras de internet ucranianas, Ukrtelecom e Triolan, também enfrentaram dias de instabilidade desde o começo do conflito, supostamente também em razão de ataques do gênero, vindos de fora do país.

Fonte: Revista OESTE

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