Alvo de investigação, Adail Filho enviou R$ 18 milhões para Coari, reduto eleitoral da família

Deputado federal virou alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal (STF)

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Alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro, o deputado federal Adail Filho (MDB) enviou, em 2024, R$ 18.634.448,83 em emendas parlamentares para o município de Coari — reduto eleitoral da família. Os dados são públicos e podem ser verificados no Portal da Transparência do Governo Federal.

Apesar de públicos, parte desse valor teria sido devolvida ao parlamentar por meio de empresários que possuíam contratos fraudulentos com a Prefeitura de Coari, segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes ao determinar a abertura da investigação.

No documento, ao qual o Foco teve acesso, o ministro afirmou haver conexão entre o trio de empresários presos com uma mala contendo R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo e o deputado federal e seu pai, Adail Pinheiro, após análise de documentos e aparelhos apreendidos com o grupo.

Conforme descrito na peça, Adail Filho e o prefeito de Coari teriam recebido recursos financeiros de empresários, com a suposta realização de repasses por pessoas jurídicas vinculadas aos investigados em benefício do deputado e de seu pai, Adail Pinheiro, prefeito do município.

“Nesse sentido, verifico a relação dos fatos objeto da referida investigação com o exercício do mandato parlamentar do referido investigado, assim como a conexão entre as condutas por este desempenhadas com as dos demais investigados que não possuem prerrogativa de foro pelo exercício da função nesta Suprema Corte”, diz trecho da decisão.

O Foco havia divulgado, em primeira mão, à época da prisão, a ligação envolvendo os empresários e políticos do interior, em especial a Prefeitura de Coari, gerida por Adail Pinheiro. Um dos empresários presos — Cesar de Jesus — recebeu R$ 2,5 milhões da administração municipal para fornecer bolsas e bonés, mesmo tendo como atividade principal outro ramo.

Empresários enviaram dinheiro a deputado e pai

As ligações envolvendo o trio de empresários presos com uma mala contendo R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo e a família Pinheiro, de Coari, ganharam novos desdobramentos após a abertura de investigação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O principal alvo é o deputado federal Adail Filho (MDB), suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro. Procurado por meio da assessoria, o parlamentar não respondeu. O espaço segue aberto.

Na decisão que autoriza o início da investigação, o ministro aponta que, após a prisão do trio de empresários — ao desembarcarem em Brasília, em maio do ano passado —, foi realizada uma análise de documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos que revelou a realização de repasses financeiros por pessoas jurídicas vinculadas aos investigados em benefício do deputado e de seu pai, Adail Pinheiro, prefeito de Coari, no interior do Amazonas.

Ministro abre investigação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou abrir um inquérito contra o deputado federal Adail Filho (MDB-AM) por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo matéria publicada pela revista Veja, nesta sexta-feira (24).

Conforme a publicação, a Polícia Federal (PF) ligou o parlamentar à apreensão de R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo, no aeroporto de Brasília, com três empresários do Amazonas, em maio do ano passado.

Outro lado

O Foco entrou em contato com a assessoria do deputado federal solicitando esclarecimentos, mas até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto.

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