Amazonas caminha para três candidaturas em 2026: Omar, Tadeu ou David e Maria do Carmo

A pouco menos de um ano para as eleições, o xadrez pelo comando do governo do Amazonas em 2026 começa a ganhar contornos mais nítidos. A fotografia de hoje aponta para um cenário com três polos principais: Omar Aziz (PSD), consolidado nas pesquisas; o eixo Wilson–Tadeu–David, que pode gerar uma candidatura própria do grupo governista; …

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A pouco menos de um ano para as eleições, o xadrez pelo comando do governo do Amazonas em 2026 começa a ganhar contornos mais nítidos. A fotografia de hoje aponta para um cenário com três polos principais: Omar Aziz (PSD), consolidado nas pesquisas; o eixo Wilson–Tadeu–David, que pode gerar uma candidatura própria do grupo governista; e a direita bolsonarista representada por Maria do Carmo Seffair (PL), já oficializada como pré-candidata.

Mais do que nomes, o que está em jogo é o reposicionamento de forças entre centro, esquerda e bolsonarismo no estado.

Os números confirmam Omar como o nome a ser batido em 2026: ele herda capital político do interior, estrutura partidária robusta do PSD e o apoio de uma ampla faixa de partidos do campo de centro e centro-esquerda.

Ao mesmo tempo, porém, o senador também lidera o índice de rejeição entre os pré-candidatos ao governo, segundo os levantamentos recentes, o que acende um sinal amarelo para um eventual segundo turno. 

Em resumo: Omar entra como favorito, mas com um teto que pode ser testado se a oposição conseguir unificar discurso e ampliar a presença no interior.

No campo governista, o movimento é mais complexo. O governador Wilson Lima (União Brasil) evita cravar publicamente sua candidatura ao Senado, mas já aparece bem colocado em pesquisas para a Casa Alta e tem sido tema de análises que o apontam como forte postulante em 2026. 

Se Wilson deixar o governo em abril de 2026 para disputar o Senado, o vice-governador Tadeu de Souza (Avante) assume o comando do estado e passa, automaticamente, a ser um player central na briga pelo governo. Colunas políticas já tratam Tadeu como alguém que articula a própria candidatura, inclusive avaliando mudança de partido para disputar a reeleição como governador em 2026. 

Paralelamente, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que até pouco tempo era apresentado como principal aliado de Omar, passou a mandar recados públicos: afirmou que pode retirar o apoio já anunciado, caso se sinta vítima de movimentos internos para enfraquecê-lo, e admite o que todos esperam, “mudar de lado” em 2026. 

Esse conjunto de fatos desenha três possibilidades dentro do mesmo campo político:

1.  Tadeu como candidato natural do grupo governista, assumindo o governo em 2026 e buscando se viabilizar à reeleição.

2.  David rompendo com Omar e lançando um projeto próprio, apoiando Tadeu ou até se colocando diretamente na disputa, caso consiga escapar ileso do desgaste político e jurídico que o cerca.

3.  Uma composição tardia, em que governismo e PSD voltem a se aproximar para evitar a fragmentação diante da força crescente do PL e de Maria do Carmo.

Hoje, o cenário mais palpável é o de Tadeu ou David ocupando o espaço governista, em contraponto a Omar e Maria.

Se de um lado Omar polariza com o centro, do outro a direita bolsonarista resolveu organizar seu próprio palanque. O PL já “bateu o martelo” e lançou oficialmente a professora e empresária Maria do Carmo Seffair como pré-candidata ao governo, com direito a menção direta de Valdemar Costa Neto ao ex-presidente Jair Bolsonaro como fiador do projeto. 

Nos últimos dias, Maria intensificou agenda no interior, como em Coari, onde discursou prometendo “mudar a política no Amazonas”, e reforçou vínculos com o bolsonarismo nacional em encontros com Michelle Bolsonaro, que publicamente endossou sua pré-candidatura. 

Com Omar à frente das pesquisas, Maria consolidada como palanque bolsonarista e o grupo de Tadeu–David tateando qual será sua configuração final, o Amazonas caminha para um desenho com três candidaturas competitivas:

Nesse cenário, a chance de um segundo turno é praticamente dada como certa. A disputa tende a se organizar em torno de duas perguntas centrais:

1.  Quem enfrenta Omar? – Maria do Carmo, se mantiver a curva de crescimento, larga na frente nessa briga. Mas um Tadeu “governador em exercício” com a máquina na mão e um David politicamente vivo podem embaralhar o jogo.

2.  Quem fala melhor com o interior? Omar larga com vantagem, mas tanto Maria quanto o grupo governista intensificam agendas no interior justamente para reduzir essa distância.

Apesar do desenho atual, pouca coisa está realmente consolidada, a principal será a definição formal de Wilson Lima sobre sua candidatura ao Senado que muda imediatamente o patamar de Tadeu.

Outro fator para destacar é a situação jurídica e política de David Almeida que pode determinar se ele será protagonista, coadjuvante ou problema para o próprio campo governista.

Por enquanto, porém, o quadro é claro, o Amazonas caminha para uma disputa tripolar em 2026 , com Omar de um lado, Maria do Carmo de outro e, no meio, um eixo governista que ainda precisa decidir se será Tadeu, David ou ambos no mesmo palanque.

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