Análise | Thiago Botelho: vereador mais votado do PL, Sargento Salazar, silencia diante da perseguição a Bolsonaro

O vereador mais votado de Manaus em 2024, com mais de 20 mil votos, Sargento Salazar (PL), optou pelo silêncio enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro era alvo de nova ofensiva judicial, fato que gerou críticas do jornalista e comentarista Thiago Botelho, em sua coluna Sem Mimimi, desta terça-feira (22). Segundo Botelho, Salazar, que é dono …

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O vereador mais votado de Manaus em 2024, com mais de 20 mil votos, Sargento Salazar (PL), optou pelo silêncio enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro era alvo de nova ofensiva judicial, fato que gerou críticas do jornalista e comentarista Thiago Botelho, em sua coluna Sem Mimimi, desta terça-feira (22).

Segundo Botelho, Salazar, que é dono de uma legião de seguidores nas redes sociais e símbolo da ascensão de políticos que “falam a língua do povo”, começou a dar sinais preocupantes sobre sua postura política.

“É um nome certo para deputado estadual ou federal, mas começou a dar sinais de preocupação. Não entendeu dois pilares básicos da política atual: primeiro, que política se faz em grupo; segundo, que é preciso posicionamento ideológico. Enquanto o Brasil assistia Bolsonaro sendo humilhado por Alexandre de Moraes com tornozeleira eletrônica, Salazar ficou em silêncio. Nenhuma linha, nenhum story, nenhuma palavra”, pontuou o jornalista.

Botelho destacou que a crítica não é fruto de “bolsonarismo cego”, mas de uma leitura política sobre o momento: “Não basta surfar no discurso de segurança pública, é preciso ter clareza ideológica e mais coragem”.

“O eleitor de direita, especialmente em Manaus, não costuma perdoar omissão. O que está em jogo não é apenas Bolsonaro, mas a liberdade, o enfrentamento ao ativismo do Judiciário e a defesa de princípios. O maior exemplo é o deputado federal Amom Mandel, fenômeno de votos e das redes sociais, crítico da prefeitura, que hoje amarga o esquecimento por viver em cima do muro nas pautas ideológicas”, analisou.

Para o colunista, Salazar ainda tem futuro político promissor, mas precisa entender que as redes sociais que dão voto também tiram.

“Se continuar mudo em assuntos importantes, pode aprender da pior forma que o povo que o elegeu não tolera quem foge do embate”, concluiu.

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