Apesar de investimento bilionário, Manaus fica entre as 20 piores cidades em saneamento básico, segundo estudo

Capital ocupa a 7ª posição segundo o Ranking do Saneamento 2025

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Manaus apareceu entre os 20 municípios com os piores índices de saneamento básico do país, segundo o Ranking do Saneamento 2025, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados. O estudo considera dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) referentes ao ano de 2023.

Porém, de acordo com a prefeitura, Manaus é a capital do Norte que mais investiu saneamento básico com mais de R$ 1 bilhão entre 2019 e 2023. E ainda alegou que a capital foi o sexto maior investimento do país. A publicação do Executivo municipal veio logo após a divulgação do estudo.

A capital amazonense integra a lista ao lado de outras sete capitais: Recife (PE), Maceió (AL), São Luís (MA), Belém (PA), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Porto Velho (RO). No total, quatro cidades do Rio de Janeiro, quatro de Pernambuco e três do Pará também estão entre os piores colocados.

O levantamento aponta que apenas 12 dos 100 municípios mais populosos do Brasil investem acima da média considerada ideal para alcançar a universalização dos serviços de água e esgoto, estimada em R$ 223 por habitante ao ano.
Entre os 20 piores municípios, o investimento médio foi de R$ 78,40 por habitante entre 2019 e 2023, o que representa 65% abaixo do valor ideal. Já entre os 20 melhores, o investimento foi de R$ 176,39 por habitante, sendo cerca de 20% abaixo do necessário, mas com cobertura já avançada.

Para a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os dados mostram que o país ainda está distante de cumprir as metas de universalização previstas no novo marco legal do saneamento.

Em nota, a concessionária de água em Manaus informou que a capital é a sexta que mais investiu em saneamento básico entre 2019 e 2023, com mais de R$ 1,1 bilhão aplicados. Segundo a empresa, Manaus também lidera na região Norte, concentrando 89% dos investimentos feitos no setor.

A concessionária destacou ainda que os dados do ranking têm defasagem de dois anos e não incluem o programa Trata Bem Manaus, lançado em 2024, que prevê a universalização dos serviços de esgoto em até dez anos.

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