Após cobrança cair mal, Prefeitura de Tefé suspende venda de ingressos para Festa da Castanha

Prefeitura havia anunciado venda de ingressos mesmo após gastar mais de R$ 2 milhões com atrações nacionais A Prefeitura de Tefé, interior do Amazonas, voltou atrás e suspendeu a venda de ingressos para shows da 22ª Festa da Castanha. Mesmo após gastar mais de R$ 2 milhões para contratar atrações nacionais, a prefeitura havia anunciado …

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Prefeitura havia anunciado venda de ingressos mesmo após gastar mais de R$ 2 milhões com atrações nacionais

A Prefeitura de Tefé, interior do Amazonas, voltou atrás e suspendeu a venda de ingressos para shows da 22ª Festa da Castanha. Mesmo após gastar mais de R$ 2 milhões para contratar atrações nacionais, a prefeitura havia anunciado venda de pulseiras no valor de R$ 200 por noite no setor Front Stage.

Após o anúncio da cobrança para assistir o show de camarote gerar grande repercussão negativa, a medida foi suspensa. A prefeitura alegou que os valores arrecadados seriam destinados a cobrir despesas operacionais e dívidas correntes durante a realização da festa.

Para contratar atrações nacionais para se apresentar no evento, o prefeito Nicson Marreira desembolsou dos cofres públicos do município mais de R$ 2 milhões. O evento terá atrações como Pablo do Arrocha, Simone Mendes e Marcynho.

O cantor Pablo será a primeira atração do festival. O prefeito vai pagar R$ 900 mil para ter o artista na Festa da Castanha. Já o artista Marcynho Sensação receberá R$ 350 mil.

Última atração nacional confirmada para o festival, a cantora sertaneja Simone Mendes vai receber dos cofres públicos cerca de R$ 900 mil. O valor total para contratar os três artistas é de R$ 2,1 milhões.

Na mira do Ministério Público

Conforme noticiado pelo Foco, em razão dos altos valores empregados para contratar shows artísticos, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) instaurou uma Notícia de Fato para apurar os gastos públicos relacionados ao festejo.

De acordo com o promotor de Justiça de Tefé, Vítor Rafael de Morais Honorato, a investigação busca avaliar a legalidade, a saúde orçamentária e a razoabilidade dos gastos. “Persiste a necessidade de analisar a proporcionalidade dos valores diante da situação de emergência declarada pelo município devido à estiagem, assim como possíveis deficiências nos serviços públicos oferecidos à população de Tefé”, avaliou.

Posicionamento da prefeitura

Em nota, o prefeito de Tefé, Nicson Marreira, esclareceu que a cobrança de pulseiras para acesso à área VIP foi suspensa. Veja nota:

“A medida havia sido inicialmente planejada com o objetivo de arrecadar recursos para cobrir despesas operacionais e dívidas correntes durante a realização da festa, sem comprometer ainda mais os cofres públicos. No entanto, diante do entendimento da população e de recomendações externas, optamos por suspender essa cobrança.

Reiteramos que a venda de camarotes foi realizada de forma regular, via boleto emitido pela Secretaria Municipal de Finanças, com a finalidade exclusiva de custear parte das atrações locais do evento. Os camarotes estão, inclusive, esgotados.

A gestão municipal segue empenhada em minimizar ao máximo o uso de recursos públicos, adotando medidas responsáveis para garantir a realização da festa com segurança, responsabilidade e valorização da cultura local, sem comprometer o atendimento às demais necessidades da população”.

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