A pré-campanha de 2026 mal começou e o senador Omar Aziz já enfrenta um cenário que poucos ousavam prever: o “favorito automático” está deixando de ser inevitável. O que antes era tratado como um caminho livre rumo ao segundo turno começa a se transformar em um risco real de vexame político. O tabuleiro virou e …
Após largar como favorito, Omar Aziz corre o risco de ficar fora do segundo turno

A pré-campanha de 2026 mal começou e o senador Omar Aziz já enfrenta um cenário que poucos ousavam prever: o “favorito automático” está deixando de ser inevitável.
O que antes era tratado como um caminho livre rumo ao segundo turno começa a se transformar em um risco real de vexame político. O tabuleiro virou e Omar pode acabar descobrindo tarde demais que a eleição não espera pela vontade dos caciques
O anúncio da candidatura de David Almeida caiu como uma bomba no plano do senador. Com a máquina da capital na mão, presença diária em Manaus e musculatura eleitoral consolidada, David entra para disputar justamente o espaço que Omar precisa melhorar, Manaus.
A realidade é simples: o prefeito entrou na corrida para tomar o lugar de protagonista, e Omar agora percebe que não terá mais a avenida livre que imaginava.
Se David já bagunçou o jogo, o crescimento de Maria do Carmo virou um sinal ainda mais preocupante para o senador.
Maria aparece como símbolo de novidade, enquanto Omar carrega o peso de sempre: o mesmo grupo, o mesmo discurso, o mesmo projeto de poder reciclado, aliado de Lula e da esquerda, enquanto isso, Maria do Carmo se consolida como a candidata da Direita e do Bolsonarismo.
A pré-candidata cresce justamente onde Omar enfraquece: no eleitorado cansado, no voto de protesto e na rejeição crescente aos velhos caciques e no campo ideológico polarizado.
A verdade é dura: Omar Aziz já não é mais o nome “natural” do segundo turno. Ele virou apenas mais um competidor em uma disputa que promete ser sangrenta.
A política do Amazonas está mudando, e Omar parece preso a um passado em que bastava o sobrenome e as alianças de bastidor para garantir vaga na final.
Agora, não.
Agora é voto, rua e pressão.
Se continuar assistindo de camarote ao avanço dos adversários, Omar corre o risco de protagonizar o maior choque eleitoral da década: ficar fora do segundo turno e ser descartado antes mesmo da reta final.
O que parecia certo virou dúvida.
O favoritismo virou ameaça.
E o senador, que largou na frente, pode acabar sendo ultrapassado e deixado para trás.











