O município de Humaitá deve receber uma delegacia própria, após a operação Boiúna, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última segunda feira (15). O prédio terá o objetivo de combater crimes ambientais como o garimpo ilegal. A informação foi confirmada à Rede Amazônica pelo coordenador do Centro de Cooperação de Polícia Internacional da Amazônia (CCPI/Amazônia), …
Após operação que causou revolta em Humaitá, município vai receber delegacia para combate a crimes ambientais

O município de Humaitá deve receber uma delegacia própria, após a operação Boiúna, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última segunda feira (15). O prédio terá o objetivo de combater crimes ambientais como o garimpo ilegal. A informação foi confirmada à Rede Amazônica pelo coordenador do Centro de Cooperação de Polícia Internacional da Amazônia (CCPI/Amazônia), Paulo Henrique Oliveira.
A nova unidade já recebeu autorização para ser instalada na cidade e atualmente passa pela fase de implantação. A previsão é de que a delegacia seja inaugurada no primeiro semestre de 2026. O objetivo da nova delegacia é fazer com que ações de repressão a crimes ambientais na região deixem de ser pontuais e ocorram regularmente.
Segundo o coordenador, o município localizado às margens do Rio Madeira é historicamente uma região em que há muitos crimes ambientais, em especial a atividade garimpeira. “E há muito tempo não se tem notícia de qualquer autorização para extração mineral naquela região”, afirmou.
A operação causou revolta na população, na prefeitura e na Câmara Municipal da cidade, que emitiram nota de repúdio oficial conjunta, criticando a ação que destruiu 71 dragas e balsas, afetando cerca de 5 mil pessoas.
No mesmo dia em que a cidade se reunia para agradecer e festejar, em comemoração à padroeira Nossa Senhora das Dores, balsas de extrativistas minerais familiares foram incendiadas no Porto da Igreja Matriz, trazendo desespero a dezenas de famílias que dependem desse trabalho para sobreviver. Moradores da cidade criticaram a ação da Polícia Federal, alegando o uso de bombas de gás de pimenta e tiros de borracha contra a população — atitude considerada desproporcional por muitos.











