Pouco mais de um ano e meio após a posse de Javier Milei, a Argentina registra sinais de recuperação econômica que chamam a atenção de analistas internacionais. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o país deve encerrar 2025 com crescimento de 5,5% no Produto Interno Bruto (PIB), o segundo maior entre as 25 maiores economias …
Argentina deve registrar 2º maior PIB entre as 25 maiores economias mundiais

Pouco mais de um ano e meio após a posse de Javier Milei, a Argentina registra sinais de recuperação econômica que chamam a atenção de analistas internacionais. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o país deve encerrar 2025 com crescimento de 5,5% no Produto Interno Bruto (PIB), o segundo maior entre as 25 maiores economias do planeta, atrás apenas da Índia (6,4%).
A guinada econômica argentina é atribuída a políticas de ajuste fiscal, privatizações, corte de subsídios e desburocratização, além da eliminação de controles cambiais. Dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) mostram que a inflação, que em dezembro de 2023 alcançava 25,5% no mês e 211,4% no acumulado anual, caiu para 1,6% e 39,4%, respectivamente, em junho deste ano. No mesmo período, a pobreza nas áreas urbanas recuou 13,9 pontos percentuais, atingindo 28,6% dos domicílios.
O FMI destaca que a recuperação é impulsionada pela melhora na confiança, aumento do crédito e crescimento dos salários reais, aliados a um processo de desinflação considerado “muito bem-sucedido”. O economista-chefe do fundo, Pierre-Olivier Gourinchas, afirmou que a trajetória argentina é um “desenvolvimento muito bem-vindo”.
Para especialistas, o compromisso com o equilíbrio fiscal foi decisivo. Allan Gallo, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica, afirmou que Milei “reorganizou as contas públicas e sinalizou que o país não aceitaria mais déficits crônicos”. Ele pondera, no entanto, que a economia ainda enfrenta desafios, como a instabilidade no mercado de trabalho e a necessidade de fortalecer as reservas internacionais.
Se confirmada a projeção do FMI, a Argentina consolidará sua posição como um dos casos mais expressivos de recuperação econômica recente, sustentada por políticas de austeridade e reformas estruturais.
Fonte: Rede Comunica Brasil











