O governador Wilson Lima (União Brasil) afirmou, nesta quinta-feira (30), durante coletiva de imprensa, que está acompanhando de perto os desdobramentos da megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro. Ele disse manter contato direto com o setor de inteligência fluminense para avaliar eventuais reflexos da ação no Amazonas. “Ainda não temos números oficiais porque há …
“Atenção redobrada”: governador Wilson Lima fala sobre impacto da operação do Rio no estado

O governador Wilson Lima (União Brasil) afirmou, nesta quinta-feira (30), durante coletiva de imprensa, que está acompanhando de perto os desdobramentos da megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro. Ele disse manter contato direto com o setor de inteligência fluminense para avaliar eventuais reflexos da ação no Amazonas.
“Ainda não temos números oficiais porque há um trabalho de identificação dos corpos no Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro. Mas estamos em contato direto com o setor de inteligência do estado e avaliando as consequências que isso possa ter para o Amazonas”, destacou o governador.
Wilson Lima ressaltou que o Amazonas mantém cooperação com o governo do Rio e que as forças de segurança estaduais seguem atuando rigorosamente no combate ao tráfico de drogas, sobretudo nos rios amazônicos — com ênfase na rota do Solimões, considerada uma das mais visadas do mundo.
“Temos 4 mil quilômetros de fronteira com a Colômbia e o Peru, os dois maiores produtores de drogas do planeta. Isso torna o Amazonas uma rota de interesse internacional, exigindo atenção redobrada”, afirmou.
O governador lembrou ainda que duas operações conjuntas entre os governos do Amazonas e do Rio de Janeiro foram realizadas recentemente para o cumprimento de mandados de prisão de traficantes. Segundo ele, o enfrentamento ao crime organizado exige uma ação integrada entre os governos federal, estadual e municipal, além do apoio da população.
Megaoperação no Rio de Janeiro
A megaoperação das forças de segurança pública do Rio, deflagrada na última terça-feira (29) nos complexos da Penha e do Alemão, é considerada a mais letal da história do estado. A ação resultou em 121 mortos, 133 presos, 10 menores apreendidos, 118 armas confiscadas (91 fuzis) e 14 artefatos explosivos localizados.
A operação chamou atenção pelo uso de drones equipados com explosivos por criminosos contra as forças policiais.
Mais de 2,5 mil agentes participaram da ofensiva.
O governador Cláudio Castro (PL) solicitou apoio do Governo Federal e o envio de tropas do Exército, alegando que o crime organizado “extrapolou todas as barreiras” e que as forças estaduais, sozinhas, não teriam condições de conter a escalada da violência.











