“Bolsonaro era pequeno demais para o papel que a história lhe deu”, diz intelectual ligado à direita dos EUA

O engenheiro de software e pensador político norte-americano Curtis Yarvin afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro era “pequeno demais para o papel que a história lhe concedeu”, ao comentar os desdobramentos políticos e institucionais envolvendo o ex-mandatário brasileiro. “Bolsonaro era um homem pequeno demais para o papel que a história lhe concedeu”, disse Yarvin. Conhecido …

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O engenheiro de software e pensador político norte-americano Curtis Yarvin afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro era “pequeno demais para o papel que a história lhe concedeu”, ao comentar os desdobramentos políticos e institucionais envolvendo o ex-mandatário brasileiro.

“Bolsonaro era um homem pequeno demais para o papel que a história lhe concedeu”, disse Yarvin.

Conhecido por suas análises controversas e por escrever sob o pseudônimo Mencius Moldbug, Yarvin é ouvido por figuras influentes do Vale do Silício, como Peter Thiel, fundador da Palantir, e mantém proximidade com o atual vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance.

Ao comentar a prisão de Bolsonaro após tentar violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, Yarvin classificou o episódio como uma mistura de comédia e tragédia.

“Há um elemento de comédia nisso, mas também é uma tragédia. Bolsonaro me parece ser uma pessoa bem-intencionada, mas incapaz de ocupar o papel histórico que lhe foi atribuído”, afirmou.

Segundo Yarvin, líderes populistas enfrentam dificuldades estruturais para lidar com a realidade institucional do poder. Para ele, a lógica populista acaba afastando esses líderes de decisões concretas e eficazes.

“A coisa mais importante para os populistas é viver na realidade, não na ilusão. E isso é muito difícil quando se tenta seguir constantemente o que as pessoas pensam”, disse.

O intelectual também minimizou episódios como os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e a invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021. Para Yarvin, tais eventos não passaram de uma espécie de encenação política por parte de militantes da direita.

“Essas pessoas estavam brincando de Revolução Francesa ou de ‘Tea Party’. De repente, você está dentro de um prédio governamental vazio e percebe que, na prática, não há nada que possa ser feito”, declarou.

Curtis Yarvin ganhou notoriedade internacional por ser um dos primeiros a usar o termo “red pill” como metáfora política — expressão que mais tarde foi apropriada por comunidades radicais e misóginas na internet. Seu pensamento influencia setores da nova direita norte-americana, especialmente círculos intelectuais que criticam a democracia liberal tradicional.

As declarações reacendem o debate sobre os limites do populismo de direita e colocam Bolsonaro no centro de uma crítica vinda não da esquerda, mas de um pensador ligado ao próprio campo conservador internacional

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