Figurões do alto escalão da política estão no meio do escandâlo
Brasília explode com suposta delação contra Alcolumbre e operação na Câmara

Por redação Foco no Fato
Brasília acordou nesta sexta-feira (12) em meio a um dos maiores escândalos da história envolvendo políticos do alto escalão da República. Entre os casos estão uma operação da Polícia Federal na Câmara dos Deputados e uma suposta delação contra o presidente do Senado Federal, David Alcolumbre (União).
Nas primeiras horas desta sexta, a PF cumpriu uma ordem de busca e apreensão na Câmara dos Deputados contra a ex-assessora do ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP), por suspeita de desvios de emendas parlamentares. A decisão foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mariângela Fialek, alvo da operação, possui cargo no gabinete da presidência do PP. Segundo a decisão, Arthur Lira não é alvo da operação. Ela foi indicada por Lira para ocupar vários cargos no Legislativo e em empresas públicas.
As investigações apontam a ex-assessora como responsável por enviar ordens para comissões determinando a liberação de emendas parlamentares do chamado “orçamento secreto”, como ficou conhecida a destinação de verbas públicas sem identificação do político que fez a indicação ou dos beneficiários finais.
Horas depois, veio à tona uma suposta tentativa de delação de um empresário ligado ao crime organizado contra David Alcolumbre.
PGR rejeita delação
A Procuradoria-Geral da República, sob comando de Paulo Gonet, teria rejeitado uma delação do empresário conhecido como Beto Louco — ligado ao Primeiro Comando da Capital — contra o presidente do Senado, David Alcolumbre, segundo noticiado por grandes veículos de imprensa.
Segundo as informações, o empresário estava negociando uma delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, mas, ao citar o nome de políticos com foro privilegiado, o caso foi enviado à PGR.
Beto Louco teria presenteado Alcolumbre com a caneta emagrecedora chamada Ozempic.
Em agosto deste ano, Beto Louco foi alvo da Operação Carbono Oculto da Polícia Federal, que investiga a infiltração do PCC no setor de postos e combustíveis.











