Cabo da PM preso com R$ 2,5 milhões em mala é exonerado da Casa Militar

PM foi preso junto com mais dois homens dentro de shopping em Manaus

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O cabo da Polícia Militar Rayron Costa Bezerra — preso com R$ 2,5 milhões em espécie pela Polícia Federal — foi exonerado da função de motorista que exercia na Casa Militar do Amazonas logo após sua prisão.

O PM foi preso em flagrante junto com mais dois homens com cerca de R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo pela Polícia Federal, na última quinta-feira (4), em um shopping da zona leste de Manaus.

Em nota enviada ao Foco, a corporação disse que um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da PMAM para apurar a participação e a conduta do cabo.

Ainda de acordo com a PMAM, ele será afastado de atividades operacionais e terá a arma funcional recolhida. Além disso, a corporação reafirma não compactuar com ilegalidades.

“A PMAM reforça que não tolera quaisquer atos ilícitos praticados por seus agentes, tendo, inclusive, auxiliado na operação que resultou na prisão dos suspeitos. A instituição também ressalta que segue cooperando com todas as investigações e procedimentos adotados pela Polícia Federal e pela Justiça, além de órgãos de controle e fiscalização”, diz trecho da nota enviada ao Foco.

Entenda o caso

Uma ação da Polícia Federal prendeu um cabo da Polícia Militar e mais dois homens em flagrante com R$ 2,5 milhões em espécie dentro de uma mala em um shopping na zona leste de Manaus, na última quinta-feira (4).

Segundo a PF, a operação teve início após uma denúncia anônima alertando que o grupo estaria movimentando uma grande quantia de dinheiro. Ao chegar ao local indicado, os agentes abordaram o trio — entre eles, um policial militar lotado na Casa Militar do Governo do Amazonas e dois civis.

A quantia elevada e a participação de um agente público levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro, especialmente por envolver um servidor do Poder Executivo estadual.

Os três homens foram levados para a sede da Polícia Federal no Amazonas, onde prestaram depoimento. A PF ainda não informou qual seria a possível origem ou destino dos valores apreendidos. O caso segue em investigação.

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