Texto poderá ser pautado em regime de urgência sem necessidade de passar por comissões
Câmara pode votar projeto da Anistia nesta quarta (17) e Alberto Neto acusa Lula de travar proposta

O Projeto de Lei que prevê anistia aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro pode ser pautado ainda nesta quarta-feira (17) na Câmara dos Deputados, segundo informou o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM). De acordo com ele, o governo do presidente Lula (PT) articula nos bastidores para travar a proposta.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a oposição conseguiu pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), para colocar o projeto na pauta. Segundo Alberto Neto, a proposta seria essencial para “pacificar o país”.
“Hoje é um dia diferenciado. Hoje nós conseguimos pautar a anistia. Projeto importante pra acabar com essa injustiça que está no nosso país, pra pacificar a nossa nação […] essa perseguição política, por esses abusos da Suprema Corte. O Brasil precisa dessa anistia para seguir em frente”, declarou.
Alberto Neto ainda criticou o que considera “excessos” do Supremo Tribunal Federal (STF), citando o caso de Débora “do Batom”, condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos antidemocráticos. O deputado classificou a sentença como desproporcional.
“É um abuso. Pessoas sendo condenadas a mais de 10 anos por estarem em Brasília. Isso não é justiça, é perseguição política”, afirmou.
Acusações contra o Governo Lula
O parlamentar também acusou o governo Lula (PT) de agir nos bastidores contra a votação da proposta, utilizando emendas parlamentares como forma de pressionar deputados a se posicionarem contra o projeto de anistia.
Segundo ele, o governo estaria oferecendo verbas em troca de votos, numa tentativa de barrar o avanço da pauta no plenário da Câmara.
Votação pode ser em regime de urgência
De acordo com informações divulgadas na imprensa nacional, o texto poderá ser pautado em regime de urgência, ou seja, sem necessidade de passar por comissões, indo direto à votação no plenário.
A possível votação da proposta acontece uma semana após o STF condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado — contexto que, segundo opositores, pode ter impulsionado a mobilização pela anistia.











