Vereadores de lados opostos não citaram nomes diretamente
Capitão Carpê sai em defesa dos manifestantes do 8 de janeiro e Zé Ricardo rebate: “golpistas”

O embate entre direita e esquerda subiu de tom na Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta segunda-feira (8). No centro da polêmica: o ato “8 de janeiro”. Os protagonistas das “indiretas” foram Capitão Carpê (PL) e Zé Ricardo (PT).
O vereador bolsonarista saiu em defesa dos manifestantes condenados pelos atos antidemocráticos em Brasília e exaltou o protesto pró-anistia realizado no domingo (7), na capital amazonense. Mais do que isso, disparou contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes.
“Lutamos pela anistia daquilo que aconteceu em 8 de janeiro. Não vamos passar pano. Houve vandalismo, sim, mas o que Moraes está fazendo não é justiça. É vingança”, declarou Carpê.
O parlamentar ainda criticou as condenações de 17 anos aplicadas a alguns réus:
“Tem gente que só sentou na cadeira do STF e pegou pena maior que muito criminoso de verdade.”
Mas a resposta veio afiada. Sem citar nomes, Zé Ricardo fez um discurso direto e com alvo claro.
“Anistia? Não existe isso. No Brasil democrático, com Constituição em vigor e punição prevista em lei, não dá pra inventar perdão pra golpista”, reagiu.
O petista também apontou para o “núcleo duro” da suposta tentativa de golpe, mirando — mesmo sem dizer — no ex-presidente Jair Bolsonaro, que será julgado esta semana na Primeira Turma do Supremo.
“São antipatriotas, traidores da pátria. Estão com um pé na cadeia — e dessa vez pra valer”, finalizou.











