Portugal tinha-se comprometido a pôr fim à utilização de carvão para produzir eletricidade até 30 de novembro deste ano e atingiu esse objetivo antes do final do prazo. A Central Termoelétrica do Pego esgotou o estoque que tinha reservado e após isso a produção foi encerrada. Inicialmente, o país previa deixar de utilizar carvão com …
CARVÃO: Portugal deixou de usar carvão na produção de energia elétrica. A Central Termoelétrica de Pego encerrou suas atividades nesta semana.

Portugal tinha-se comprometido a pôr fim à utilização de carvão para produzir eletricidade até 30 de novembro deste ano e atingiu esse objetivo antes do final do prazo. A Central Termoelétrica do Pego esgotou o estoque que tinha reservado e após isso a produção foi encerrada. Inicialmente, o país previa deixar de utilizar carvão com o referido fim apenas em 2030.
Uma boa nova em termos de combate às alterações climáticas sobretudo quando alguns países se recusam ainda a deixar de usar deste combustível fóssil ou pretende deixar mas não para já, como a Alemanha. Aliás, no ano passado foi inaugurada uma nova central perto de Dortmund, uma demonstração de que o fim é ainda incerto.
A central a carvão do Pego, que era responsável por 4% das emissões do país, era a segunda mais poluente, mas a primeira, a Central de Sines, foi encerrada, também este ano em janeiro.
A Central Termoelétrica do Pego é o maior centro produtor nacional de energia, com uma potência instalada de 628 megawatts (MW) na central a carvão, e de 800 MW na central a gás, que prosseguirá em atividade, com contrato válido até 2035.
A solução, por agora, é usar o recurso das centrais de ciclo combinado que transformam a energia térmica do gás natural em eletricidade.
Com o fecho da central a carvão e dúvidas sobre o futuro dos cerca de 150 trabalhadores, a Tejo Energia contratou uma empresa especializada para dar apoio na procura de novos postos de trabalho, notou o gestor.
“Contratámos uma empresa de ‘outplacement’, especializada na colocação de recursos humanos”, de forma a apoiar os trabalhadores mais qualificados.
O ministro do Ambiente e da Ação Climática assegurou no domingo (21) que não vai haver problemas sociais para os trabalhadores com o fim da central elétrica do Pego e mostrou-se confiante de que estes serão integrados em novos projetos.
Em entrevista à RTP3, João Pedro Matos Fernandes considerou “muito relevante” o dia que marca o fim da utilização de carvão para produção de eletricidade em Portugal e destacou que o governo está a “cuidar” dos trabalhadores e dos projetos alternativos que se perspetivam para este ponto de ligação à rede elétrica.
“Não vai haver nenhum problema social, porque soubemos com tempo o que ia acontecer e estamos mais do que preparados. Percebo a preocupação dos trabalhadores, mas vai mesmo correr bem. E vai correr em três dimensões: no apoio social; no concurso para aquele local, que é um ponto de ligação com uma dimensão enorme e em que até 17 de janeiro as propostas serão conhecidas; […] e o fundo para a transição justa”, explicou.
Com informações de Notícias ao Minuto e Euro News









