Nome do deputado estadual é centro de uma série de polêmicas internas da legenda no AM
Cercado de indígenas, Sinésio Campos é diplomado para novo mandato no PT-AM

Em meio a uma série de polêmicas no PT do Amazonas — incluindo uma possível intervenção do presidente nacional da sigla — o deputado estadual Sinésio Campos foi empossado, na última segunda-feira (22), para seu terceiro mandato consecutivo à frente do diretório estadual.
A diplomação para o mandato 2026-2029 foi amplamente divulgada por Sinésio nas redes sociais e contou com a presença de lideranças do partido, incluindo o presidente nacional da legenda, Edinho Silva. Na ocasião, o parlamentar esteve cercado de representantes de povos indígenas.
A eleição vencida por Sinésio foi alvo de críticas de uma ala do partido, especialmente do vereador Zé Ricardo, que apontou indícios de fraude no processo eleitoral do diretório.
Durante a cerimônia de posse, realizada no Auditório Deputado Belarmino Lins, Sinésio destacou a importância da sua reeleição e agradeceu à militância que o ajudou a conquistar mais um mandato à frente do partido.
“O PT é um composto de gente, de povo, de massa. Os povos originários, os quilombolas, pescadores e pescadoras. E o PT é isso. Quero agradecer a todas as pessoas que confiaram no modo petista de governar e administrar. Mais um mandato. Eu agradeço a Deus e à militância do PT que votou no Sinésio e no Curubão para presidente municipal. A luta continua. Vamos lá”, disse Sinésio em publicação nas redes sociais.
Polêmicas internas e apoio a adversário
O nome do deputado estadual é envolvido em diversas polêmicas internas no PT-AM. Em entrevista ao programa Política em Foco, seu principal adversário na disputa, Zé Ricardo, voltou a questionar a legalidade do processo eleitoral.
Além disso, Sinésio gerou revolta na legenda ao declarar apoio público ao governador Wilson Lima (União) na disputa pelo Senado em 2026, ignorando a pré-candidatura do colega de partido Marcelo Ramos. Wilson é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, principal adversário do presidente Lula (PT), o que ampliou o desconforto interno. Na ocasião, o vereador também criticou a postura do parlamentar.











