Cidade pisa no acelerador na Saúde, destrava gargalos e começa a imprimir sua marca no governo

Governador demonstra segurança à frente do Executivo, coloca Saúde entre as prioridades e aposta em decisões práticas para enfrentar problemas acumulados

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Pouco tempo depois de assumir definitivamente o comando do Governo do Amazonas, Roberto Cidade começa a imprimir seu próprio ritmo à administração estadual. E é justamente na Saúde, uma das áreas mais complexas e sensíveis da máquina pública, que o governador enfrenta um dos seus maiores desafios.

Em vez de fugir dos problemas, Cidade decidiu encará-los.

As dificuldades encontradas na rede estadual de Saúde não desapareceram da noite para o dia, mas a postura adotada pelo governo sinaliza uma mudança importante: identificar os gargalos, organizar pagamentos, valorizar os profissionais e buscar soluções para problemas que afetam diretamente o funcionamento das unidades.

Cidade parece entender que não existe espaço para improvisação quando o assunto é Saúde. Hospitais funcionando, medicamentos disponíveis, profissionais recebendo em dia e atendimento digno à população precisam estar acima das disputas políticas.

Por isso, as movimentações recentes do governo na área ganham peso.

A administração estadual passou a enfrentar pendências e dificuldades que atingem profissionais e prestadores de serviços, ao mesmo tempo em que busca organizar o funcionamento da estrutura existente.

A lógica é simples: não adianta possuir grandes hospitais se médicos, enfermeiros, técnicos, maqueiros e demais profissionais responsáveis pelo atendimento não estiverem valorizados e com condições adequadas de trabalho.

Outro aspecto começa a chamar atenção: Roberto Cidade demonstra estar cada vez mais à vontade na cadeira de governador.

A transição entre o comando da Assembleia Legislativa e o Palácio do Governo exigiu uma mudança radical de responsabilidades. Agora, Cidade não administra apenas articulações políticas ou uma estrutura legislativa. Precisa tomar decisões diariamente sobre Saúde, Segurança, Educação, infraestrutura, assistência social e funcionamento da máquina estadual.

E os primeiros movimentos indicam que ele optou por assumir pessoalmente o peso dessas decisões.

Na Saúde, isso fica ainda mais evidente.

Em vez de esconder dificuldades, o governo reconhece os problemas e trabalha para apresentar respostas. Politicamente, essa postura pode ser tão importante quanto as próprias entregas, porque demonstra disposição para enfrentar setores onde historicamente qualquer governo sofre forte desgaste.

A Saúde continuará sendo um enorme desafio. Seria precipitado imaginar que problemas estruturais construídos ao longo dos anos serão solucionados em poucos meses.

Mas existe uma diferença entre ter problemas e permanecer parado diante deles.

E é exatamente nesse ponto que Cidade tenta construir sua marca.

A regularização de compromissos, a atenção aos profissionais, a cobrança por funcionamento adequado das unidades e a busca pela reorganização dos serviços começam a produzir a percepção de que alguns dos principais nós do setor estão sendo desatados.

Cidade assumiu o governo sabendo que encontraria dificuldades. Na Saúde, encontrou talvez uma das maiores.

A diferença é que, até aqui, resolveu enfrentar o problema de frente. E, aos poucos, aquilo que parecia uma grande dor de cabeça para o novo governador começa a se transformar em oportunidade para mostrar capacidade de gestão.

No Governo do Amazonas, Roberto Cidade já demonstra estar à vontade no cargo. Agora, o desafio é transformar essa segurança política e administrativa em resultados cada vez mais perceptíveis para quem está na ponta: a população.

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