Coluna de Coronel Menezes. ZFM: Uma solução sendo muito bem construída 

O Brasil vive uma crise econômica gerada por uma crise sanitária. Temos muitos desafios a superar para avançarmos no pós-pandemia. A ZFM é muito questionada nacionalmente, o que causa um questionamento: será esse um modelo de desenvolvimento que não se sustenta mais?  Muitos acreditam que o futuro da economia do estado do Amazonas é a …

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O Brasil vive uma crise econômica gerada por uma crise sanitária. Temos muitos desafios a superar para avançarmos no pós-pandemia. A ZFM é muito questionada nacionalmente, o que causa um questionamento: será esse um modelo de desenvolvimento que não se sustenta mais? 

Muitos acreditam que o futuro da economia do estado do Amazonas é a exploração das nossas potencialidades naturais. Sem dúvida que esse é um dos caminhos, substituirmos gradualmente o que temos hoje como o Polo Industrial de Manaus por algo mais relacionado a bioeconomia, turismo e mineração. É o melhor a ser feito para desenvolver e crescer a economia do estado de forma sustentável e sem sobressaltos. 

O nosso Polo Industrial de Manaus tem basicamente três setores com grande relevância: eletroeletrônico, duas rodas e químico e concentrado de bebidas não alcoólicas. O questionamento que fica é simplesmente complexo: por que a concentração? 

O setor eletroeletrônico, representado pela Eletros, entidade presidida com brilhantismo por Jorge Júnior, é atualmente o de maior relevância no Polo Industrial de Manaus em geração de emprego, investimento em P&D, faturamento e grandeza das empresas. Ainda assim, há uma crítica muito grande em se produzir ar-condicionado, geladeiras e TV na Floresta Amazônica. 

Não podemos substituir o Polo Industrial de Manaus, mas complementá-lo. O inaceitável, no momento em que vivemos, é ficar de braços cruzados aguardando o ano de 2073 chegar. 

A Reforma Tributária é, de fato, um risco à Zona Franca de Manaus, embora numa visão mais otimista ela seja uma oportunidade de trabalharmos com afinco e pensar num Amazonas gigante, próspero e com a possibilidade de distribuir riqueza de forma isonômica, não apenas em Manaus, mas em todo o nosso interior que simplesmente está pedindo socorro. 

Na crise que vivemos neste início de março, quero destacar a forma serena e equilibrada com que o governador Wilson Lima se comportou. Atendendo ao seu pedido, consegui uma interlocução direta com o presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes para tratar do tema e construir uma solução que possa salvaguardar nossas vantagens comparativas e manter o nosso modelo de desenvolvimento pujante. Isso está sendo feito sem pirotecnias políticas e sem os famosos salvadores da Zona Franca de Manaus. Esse discurso já está vencido. Ninguém acredita nem suporta mais. 

Selva

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